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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
RANKING

Brasil permanece na lista dos 10 países mais perigosos do mundo

Ao lado outros países da América Latina, o Brasil integra o ranking dos dez países mais perigosos

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 12 de dezembro de 2025
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Foto: Paulo Pinto/ABr

O Brasil aparece entre os dez países mais perigosos do mundo em 2025, segundo levantamento divulgado pela Armed Conflict Event Location and Data Project (ACLED) nesta quinta-feira (11). O país ocupa a sétima posição e integra um grupo latino-americano que também inclui México, Equador e Haiti, todos citados por causa do avanço de grupos armados e do aumento da violência contra civis.

O índice considera mortes, risco para a população, presença de facções e a área atingida pelos confrontos. O México segue em quarto lugar, atrás apenas de Palestina, Mianmar e Síria. A ACLED atribui o cenário à disputa interna no Cartel de Sinaloa após a prisão de Ismael “El Mayo” Zambada nos Estados Unidos. O relatório afirma que esse conflito “remodelou a dinâmica criminal” no país e destaca 360 casos de violência contra políticos e funcionários públicos no último ano.

O Equador subiu 36 posições e agora ocupa o sexto lugar. A organização aponta que a taxa de homicídios pode ser a maior da América Latina pelo terceiro ano seguido, resultado da disputa entre Los Lobos e Los Choneros, da divisão das gangues após a queda de seus líderes e do papel do país no tráfico internacional. Segundo o texto, “com o aumento contínuo da produção de cocaína, o Equador está se tornando um ponto estratégico crucial”.

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Manifestação contra megaoperação no Rio (Foto: Paulo Pinto/ABr)

No Brasil, o avanço de facções que disputam o controle de áreas urbanas influencia a posição no ranking. Em outubro, uma ação da polícia contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro terminou com mais de 120 mortos. Já o Haiti aparece em oitavo lugar, marcado pela expansão de gangues desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse. A ONU aprovou a criação de uma força multinacional, com mais de 5 mil integrantes, para tentar conter esses grupos, que atuam principalmente em Porto Príncipe e avançam para outras regiões do país.

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