Corpo de Bombeiros suspende buscas por ativista desaparecido em Alto Paraíso
Sem pistas desde dezembro, desaparecimento segue cercado de incertezas e mobiliza familiares e amigos na Chapada dos Veadeiros
As buscas pelo ativista ambiental João Paulo Vaz da Silva, de 27 anos, foram oficialmente paralisadas pelo Corpo de Bombeiros nesta terça-feira (06) devido à falta de novos indícios que pudessem orientar as operações em Alto Paraíso de Goiás, na região da Chapada dos Veadeiros.
Conhecido nas redes como João Planta, o jovem desapareceu no dia 7 de dezembro de 2025 depois de sair de casa para “ajudar desconhecidos a desatolarem um carro”, segundo relatos de amigos. Desde então, ele não foi mais visto e nem foram encontradas pistas concretas sobre seu paradeiro.
Buscas por ativista suspensas
Segundo a tenente-coronel Gyovana da Cruz Martins, responsável pela atualização das operações, a corporação decidiu pela paralisação temporária porque não há vestígios novos ou um ponto inicial claro para ampliar as buscas. Sem informações sobre possíveis rotas de deslocamento ou indícios físicos deixados pelo ativista, as equipes ficaram sem elementos que justificassem a continuidade de esforços com chances efetivas de sucesso.
Durante as semanas de buscas, os bombeiros utilizaram cães farejadores e drones, além de patrulhas terrestres, na tentativa de localizar João em áreas de mata e trilhas próximas à Cidade Alta, local onde ele foi visto pela última vez.
Como você pode ajudar
A corporação reforçou que qualquer informação nova pode ser fundamental para retomar as buscas com mais foco. Quem tiver alguma pista deve entrar em contato pelo número 193 ou pelo telefone (61) 99883-7341.
Desaparecimento

João é descrito por conhecidos como alguém sem histórico de problemas de saúde mental ou envolvimento com a lei, o que torna o seu desaparecimento ainda mais preocupante. Além disso, a família destacou que ele não saiu de casa com telefone, documentos ou pertences, fato que dificulta a obtenção de sinais de localização a partir de aparelhos eletrônicos.
O ativista desapareceu enquanto se engajava em atividades de campo na região — local que ele conhecia bem, já que frequentemente circulava por trilhas e áreas naturais. Antes disso, ele havia sofrido um atropelamento em abril de 2024, incidente que alguns amigos chegaram a caracterizar como proposital, aumentando a apreensão sobre o caso.
Até o momento, a Polícia Civil também acompanha o caso desde dezembro, mas ainda não divulgou novos desdobramentos públicos.
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