Marcão do Povo aciona STF contra Governo após nota em apoio a Ludmilla
Nota de ministério vira alvo no STF em ação movida por Marcão do Povo
O apresentador Marcão do Povo, do SBT, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, preste esclarecimentos sobre uma nota oficial divulgada pela pasta em apoio à cantora Ludmilla. O documento foi publicado em dezembro e mencionou solidariedade à artista após um episódio classificado como racismo ocorrido durante um programa de televisão.
Segundo a ação apresentada pela defesa do apresentador, o objetivo é esclarecer se a manifestação do Ministério da Igualdade Racial fazia referência direta ao caso envolvendo Marcão do Povo e Ludmilla, ocorrido em 2017. À época, o ministério afirmou, em nota pública, que repudiava o episódio e se solidarizava com a cantora.

Ação no Supremo e pedido de esclarecimentos
De acordo com o advogado Rannieri Lopes, que representa Marcão do Povo, a iniciativa busca garantir o direito de resposta e evitar interpretações que, segundo a defesa, desconsiderem decisões judiciais anteriores. O advogado afirma que o apresentador foi absolvido nas esferas criminal e civil, tanto em primeira instância quanto no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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A ação solicita que a ministra esclareça formalmente se a nota do ministério se referia especificamente ao apresentador. A defesa sustenta que, ao não mencionar nomes, o posicionamento oficial pode gerar associações indiretas que, na avaliação do advogado, precisam ser esclarecidas judicialmente.

Desdobramentos judiciais do caso
Além da ação no STF, a defesa de Marcão do Povo também ingressou com medidas judiciais contra Ludmilla. O movimento ocorreu após a cantora publicar vídeos nas redes sociais comentando o episódio. Nas gravações, a artista afirma que o apresentador não teria sido inocentado e que teria utilizado estratégias jurídicas para evitar punições.

A defesa contesta as declarações e reforça que houve absolvição definitiva nas instâncias superiores da Justiça. Segundo os advogados, as publicações motivaram nova ação, agora voltada à apuração de possível difamação e calúnia.
O episódio original ocorreu em 2017, quando Marcão do Povo, então apresentador da Record, fez comentários sobre Ludmilla durante uma transmissão ao vivo. O caso percorreu diferentes instâncias do Judiciário ao longo dos últimos anos, com decisões favoráveis ao apresentador nas esferas criminal e cível.
Procurados, o Ministério da Igualdade Racial, a ministra Anielle Franco e a equipe de Ludmilla ainda não se manifestaram sobre a ação apresentada ao STF. O espaço segue aberto para posicionamentos oficiais.