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terça-feira, 20 de janeiro de 2026
formação de auroras boreais

“Nível 4 de alerta”: tempestade solar mais intensa em duas décadas preocupa cientistas

Radiação solar atingiu patamar máximo desde 2003 e mobilizou centros de monitoramento

Luana Avelarpor Luana Avelar em 20 de janeiro de 2026
tempestade solar
Foto: Nasa/Divulgação

Uma tempestade solar considerada a mais forte registrada em mais de duas décadas atinge a Terra desde a noite de segunda-feira (19) e já provoca efeitos visíveis e monitoramento reforçado em todo o mundo. O fenômeno levou à formação de auroras boreais em regiões pouco comuns, como Portugal, Alemanha e Reino Unido, além de acender alertas para sistemas de comunicação, aviação e operações espaciais.

De acordo com o Centro de Previsão de Clima Espacial da NOAA, a tempestade solar foi classificada como nível 4 em uma escala que vai até 5, patamar considerado severo e raro. Segundo o órgão, a última ocorrência semelhante havia sido registrada em outubro de 2003.

Tempestade solar e atividade geomagnética

A Nasa explica que a tempestade solar ocorre a partir de explosões repentinas no Sol, conhecidas como ejeções de massa coronal, que lançam grandes quantidades de partículas carregadas, energia e campos magnéticos em direção ao Sistema Solar. Quando essas partículas atingem a Terra, elas interagem com o campo magnético do planeta, gerando uma tempestade geomagnética.

É justamente essa interação que dá origem às auroras boreais. Os elétrons liberados colidem com as camadas superiores da atmosfera e produzem o brilho característico no céu. Normalmente, o fenômeno é restrito a áreas próximas ao Círculo Polar Ártico, o que torna incomum sua observação em latitudes mais baixas da Europa. No Brasil, especialistas explicam que a aurora não deve ser visível devido à posição geográfica do país.

Riscos da tempestade solar monitorados por autoridades

Embora a tempestade solar não represente risco direto à saúde da população, ela exige atenção de setores estratégicos. A NOAA e a Nasa alertaram companhias aéreas que operam rotas polares, além de equipes responsáveis por satélites e missões espaciais. Entre os principais impactos monitorados estão possíveis interrupções de comunicações por rádio, interferências em sinais de GPS, aumento da radiação para astronautas e maior vulnerabilidade de satélites.

A infraestrutura elétrica também permanece sob observação. Em eventos extremos, tempestades geomagnéticas podem provocar falhas pontuais em redes de energia, embora, neste caso, não haja previsão de apagões generalizados.

Especialistas reforçam que, apesar da intensidade, a tempestade solar não deve causar efeitos tecnológicos amplos no cotidiano da população. Ainda assim, o episódio serve como alerta para a dependência crescente de sistemas sensíveis ao clima espacial e para a importância do monitoramento constante desse tipo de fenômeno.

tempestade solar
Tempestade solar afeta satélites e pode derrubar sinal de GPS. Foto: Divulgação/NOAA/ND

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