Trump ameaça França com tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes
Líder norte-americano pressiona Macron com ameaça de tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses
A estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para consolidar o chamado Conselho da Paz combina pressão diplomática e ameaças comerciais. Anunciado como um órgão voltado à atuação em conflitos internacionais, o conselho passou a gerar reações distintas entre aliados e potências globais.
Trump afirmou que pretende impor uma tarifa de 200% sobre vinhos e champanhes franceses como forma de pressionar o presidente da França, Emmanuel Macron, a aderir à iniciativa. A declaração ocorreu após Macron indicar que não participaria do conselho. Questionado por um repórter sobre a posição do líder francês, Trump reagiu com críticas diretas. “Ele disse isso? Bem, ninguém o quer porque ele deixará o cargo muito em breve”, afirmou. Em seguida, reforçou a ameaça comercial: “Vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele, e ele vai aderir”.
Trump também convida China para “Conselho de Paz”
Ainda, a China também confirmou que recebeu um convite oficial de Washington. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, durante coletiva de imprensa em Pequim. Segundo ele, não houve esclarecimento sobre uma eventual adesão. Guo aproveitou para comentar o estado das relações sino-americanas, afirmando que, apesar das tensões recentes, os laços bilaterais mantiveram uma “estabilidade dinâmica geral” no último ano.

O Conselho da Paz foi apresentado por Trump em setembro de 2025, no contexto de seu plano para encerrar a guerra em Gaza. Embora a reconstrução do enclave tenha sido citada como objetivo inicial, o estatuto do órgão não limita sua atuação ao território palestino. Segundo o jornal israelense Haaretz, a carta de apresentação do órgão defende “um órgão internacional de construção da paz mais ágil e eficaz” e sustenta que a paz duradoura exigiria “a coragem de se afastar de… instituições que falharam com frequência”.
Trump costuma criticar organismos multilaterais, principalmente a ONU, questionando sua eficácia, custos e responsabilidade, além de afirmar que, muitas vezes, não atendem aos interesses dos EUA.