Bia Kicis contesta críticas e isenta Nikolas após incidente climático
Segundo a deputada, a coordenação do ato seguiu recomendações do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Segurança Pública, que avaliaram não haver risco naquele momento após a dissipação da tempestade
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) usou as redes sociais, nesta segunda-feira (26), para defender o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) das críticas relacionadas ao incidente provocado por um raio durante uma manifestação realizada no domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília. Em vídeo publicado na plataforma X, a parlamentar afirmou que o evento não foi cancelado porque houve orientação direta das forças de segurança para a continuidade da mobilização, sem risco imediato aos participantes.
Segundo Bia Kicis, ela própria era a responsável pela coordenação da manifestação na capital federal no momento do ocorrido. A deputada relatou que manteve contato permanente com representantes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Segurança Pública, incluindo o coronel Melo, que chefiava a operação de segurança no local. De acordo com a parlamentar, os agentes avaliaram que a tempestade já estava em dissipação e descartaram a necessidade de encerramento imediato do ato.
No vídeo, Bia afirma que questionou repetidas vezes se a orientação oficial seria cancelar o evento ou dispersar o público. A resposta, segundo ela, foi negativa. A recomendação das autoridades foi para desligar o carro de som, afastar as pessoas de árvores, grades e estruturas metálicas, e aguardar a estabilização das condições climáticas. As medidas foram adotadas ainda durante o ato.
A deputada também contestou declarações do jornalista Gerson Camarotti, que sugeriu que os organizadores deveriam ter suspendido a manifestação após o incidente. Segundo Bia Kicis, as críticas desconsideram o diálogo mantido com as forças de segurança e a avaliação técnica realizada no momento do ocorrido.
Por fim, a parlamentar afirmou que a conversa com os responsáveis pela segurança foi gravada, como forma de resguardar a organização diante de possíveis questionamentos futuros. Segundo ela, a gravação contou ainda com o acompanhamento de outro deputado federal, médico, que teria reforçado a decisão de seguir as orientações oficiais até que houvesse indicação de risco real à integridade dos participantes.