Região Metropolitana de Goiânia terá 501 ônibus a biometano e gás natural
Frota será incorporada ao transporte coletivo até 2027, com veículos destinados aos corredores de maior demanda, incluindo o BRT Leste-Oeste e linhas alimentadoras da região
O transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia vai receber 501 novos ônibus movidos a biometano e Gás Natural Veicular (GNV). A autorização foi publicada em deliberação da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) no Diário Oficial do Estado, com previsão de entrega gradual dos veículos até dezembro de 2027.
A frota será incorporada ao sistema metropolitano de forma escalonada, com prioridade para os corredores de maior demanda, especialmente o BRT Leste-Oeste, além de linhas alimentadoras que ligam Goiânia aos municípios vizinhos. A medida integra o processo de renovação do transporte público, com substituição de veículos mais antigos por modelos com menor emissão de poluentes.
Diferencial dos novos ônibus
Os novos ônibus terão diferentes portes e configurações, todos com ar-condicionado. Estão previstos veículos do tipo padron, com dois e três eixos, além de ônibus articulados destinados ao BRT. Nos corredores com estações em nível elevado, a operação será feita com veículos de piso alto. Já nas vias convencionais, circularão ônibus de piso baixo.
• 79 ônibus articulados, com cerca de 19 metros, destinados ao BRT
• 22 ônibus padron do 4º lote
• 110 ônibus padron do 5º lote
• 168 ônibus padron do 6º lote
• 122 ônibus padron do 7º lote
O cronograma de entrega prevê o início da incorporação da frota a partir de 2026, com a seguinte divisão:
• 8 ônibus articulados até março de 2026
• 71 ônibus articulados até setembro de 2026
• 22 ônibus padron até setembro de 2026
• 110 ônibus padron até junho de 2027
• 168 ônibus padron até dezembro de 2027
• 122 ônibus padron até dezembro de 2027
Segundo informações técnicas do sistema, os ônibus movidos a biometano podem reduzir significativamente a emissão de poluentes em comparação aos veículos a diesel, dependendo do tipo de combustível utilizado e das condições de operação. A frota a gás se soma a outras tecnologias já em circulação no transporte coletivo da região, como ônibus elétricos e modelos com padrão ambiental Euro 6.

A aquisição dos veículos está vinculada ao modelo de subsídio tarifário do sistema metropolitano, com ajustes contratuais para viabilizar os investimentos, sem definição de impacto direto no valor da passagem para os usuários.
A operação do transporte coletivo metropolitano é coordenada pelo Governo de Goiás em conjunto com os municípios da região, atendendo diariamente milhares de passageiros em Goiânia e cidades do entorno.
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