Trump faz ameaça ao Irã que promete retaliação: “início de uma guerra”
Funcionário do governo iraniano prometeu reação imediata e em larga escala a qualquer ofensiva
A escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã atingiu um novo ponto nesta quarta-feira (28), após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de ação militar caso Teerã não aceite um acordo nuclear com Washington. Em resposta, o Irã afirmou que qualquer ofensiva será tratada como o início de uma guerra e prometeu reação imediata e em larga escala.
Em postagem na rede social X, o conselheiro sênior do khamenei, Ali Shamkhani, afirmou que: “Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA, de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra, e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor”.
Trump faz ameaças ao governo iraniano
Do lado norte-americano, Donald Trump disse estar disposto a ordenar uma operação militar e mencionou a mobilização de forças navais em direção ao território iraniano. Em publicação na rede Truth Social, ele comparou o envio da frota a ações anteriores conduzidas por seu governo e citou a captura de Nicolás Maduro, que está preso em Nova York. Também relembrou bombardeios realizados contra instalações nucleares iranianas no ano passado.
Segundo Trump, um novo ataque poderá ser “muito pior” e o tempo para um entendimento diplomático está se esgotando. Ele defendeu que Teerã aceite negociar um acordo que impeça o desenvolvimento de armas nucleares e que seja considerado equilibrado para todas as partes.

Depois das declarações do presidente americano, a missão do Irã junto à ONU informou que o país está disposto ao diálogo baseado em respeito mútuo e interesses comuns, mas ressaltou que “se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes”.
Também nesta quarta-feira, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o regime iraniano “provavelmente está mais fraco do que nunca”. Segundo ele, um dos principais problemas enfrentados pelas autoridades de Teerã é a dificuldade de responder às queixas internas, especialmente as ligadas ao colapso da economia do país.