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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
JUSTIÇA

Idelson Mendes e delegado Dannillo Proto estão entre presos em operação do MPGO

Vereador, servidores e advogados estão entre os detidos em ação do Ministério Público que apura fraude em contratos ligados a concursos públicos

Luma Silveirapor Luma Silveira em 5 de fevereiro de 2026
Idelson Mendes e delegado Dannillo Proto estão entre presos em operação do MPGO
Delegado da Polícia Civil Dannillo Proto e vereador Idelson Mendes, presidente da Câmara de Rio Verde | Foto: Divulgação

A nova fase da Operação Regra Três, deflagrada nesta quinta-feira (5) pelo Ministério Público do Estado de Goiás por meio do Gaeco Sul, resultou na prisão preventiva de agentes públicos e profissionais ligados à Câmara Municipal de Rio Verde. A investigação apura suspeitas de fraude em contratações relacionadas à realização de concursos públicos.

Os presos na nova fase da operação são:

  • Idelson Mendes — vereador e presidente da Câmara Municipal de Rio Verde
  • Dois servidores públicos da Câmara de Rio Verde (nomes não divulgados)
  • Dois advogados investigados (nomes não divulgados)
  • Dannillo Proto — delegado da Polícia Civil (teve a prisão preventiva novamente decretada e já estava preso)

O vereador Idelson Mendes, presidente da Câmara de Rio Verde. Também foram detidos dois servidores públicos do Legislativo municipal e dois advogados investigados por possível participação no esquema. A Justiça ainda determinou novamente a prisão preventiva do delegado da Polícia Civil Dannillo Proto, que já estava custodiado por fases anteriores da operação.

Idelson Mendes e delegado Dannillo Proto estão entre presos em operação do MPGO
Delegado da Polícia Civil Dannillo Proto e vereador Idelson Mendes, presidente da Câmara de Rio Verde | Foto: Divulgação

Segundo os investigadores, o grupo é suspeito de manipular procedimentos de contratação para viabilizar acordos com uma instituição de ensino responsável por concursos públicos. A apuração indica que o modelo teria sido usado para direcionar contratos e explorar a arrecadação das taxas de inscrição.

As investigações apontam que os advogados presos teriam atuado tanto na assessoria jurídica do Legislativo quanto na representação da empresa contratada, o que levantou suspeitas de conflito de interesses. O Ministério Público avalia que documentos teriam sido elaborados para dar aparência de regularidade aos atos administrativos.

O Gaeco também investiga a existência de pagamentos considerados irregulares e possíveis desvios de recursos obtidos com os concursos. A nova etapa da operação busca rastrear o destino do dinheiro e identificar eventuais beneficiários.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos e equipamentos que passarão por perícia. Os presos devem passar por audiência de custódia e permanecem à disposição da Justiça, enquanto a investigação continua e não descarta novas diligências em municípios da região, como Santa Helena de Goiás e Iporá.

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