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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
GROENLÂNDIA

Otan anuncia operação no Ártico em resposta às ameaças de Trump

A operação voltada ao fortalecimento da presença militar no Ártico acontence meio a atritos recentes com EUA

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 11 de fevereiro de 2026
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Foto: U.S. Air Force/ Wikimedia Commons

A Organização do Tratado do Atalântico Norte (Otan) anunciou na quarta-feira (11) uma nova operação voltada ao fortalecimento da presença militar e dos sistemas de monitoramento no Ártico. Batizada de “Sentinela do Ártico”, a iniciativa surge em meio a atritos recentes entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e países europeus em razão da Groenlândia.

Ao detalhar o plano, o comandante supremo aliado da Otan na Europa, general da Força Aérea dos EUA Alexus Grynkewich, declarou: “A ‘Sentinela do Ártico’ ressalta o compromisso da Aliança de proteger seus membros e manter a estabilidade em uma das áreas mais estrategicamente significativas e ambientalmente desafiadoras do mundo. A iniciativa aproveitará a força da Otan para proteger nosso território e garantir que o Ártico e o Extremo Norte permaneçam seguros”.

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Alexus Grynkewich (Foto: Divulgação/ Staff Sgt. Draeke Layman, U.S. Air Force)

A operação prevê coordenação ampliada entre os aliados e expansão de atividades na região. Entre as ações previstas está o exercício “Resistência Ártica na Groenlândia”, liderado pela Dinamarca e programado para ocorrer nas próximas semanas na ilha.

Ações da Otan incluem exercícios e reforço militar

De acordo com o G1, autoridades europeias ouvidas pela Reuters, afirmam que a ofensiva pode incluir treinamentos militares, reforço da vigilância, envio de navios adicionais, emprego de meios aéreos e uso de drones. Um funcionário da Otan afirmou à agência que a iniciativa faz “parte dos esforços da Aliança para reforçar ainda mais nossa dissuasão e defesa na região, particularmente à luz da atividade militar da Rússia e do crescente interesse da China no Extremo Norte”.

Moscou reagiu ao anúncio com o chanceler russo, Sergey Lavrov, afirmando que a Rússia “obviamente” responderá com medidas “técnico-militares” a qualquer militarização europeia na Groenlândia direcionada ao país.

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