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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
NEGÓCIOS

Mercado de audiobooks pode alcançar até US$ 35,4 bilhões até 2030

Setor cresce a uma taxa média anual de 26,2%, impulsionado por smartphones, assinaturas e mudança nos hábitos de consumo

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 16 de fevereiro de 2026
History of Audiobooks
Foto: Divulgação

O setor global de audiobooks atravessa uma das fases mais promissoras de sua história. Em 2024, o mercado internacional de audiolivros faturou cerca de US$ 8,70 bilhões, e projeções de pesquisa apontam que esse valor poderá alcançar US$ 35,47 bilhões até 2030, com uma taxa média de crescimento anual de 26,2% entre 2025 e 2030. Esse crescimento acelerado é impulsionado pela transformação digital, pela popularização de smartphones e pela mudança nos hábitos de consumo de conteúdo em áudio, que privilegia flexibilidade e conveniência.

No Brasil, o mercado de audiobooks também mostra sinais vigorosos de expansão. Um estudo recente indica que o segmento gerou US$ 111,4 milhões em 2024 e pode chegar a US$ 525,1 milhões até 2030, crescendo a uma taxa superior a 29% ao ano entre 2025 e 2030. Esse ritmo supera em muito o crescimento observado em formatos tradicionais de livro físico e reflete a adoção crescente de conteúdos em áudio entre diferentes perfis de leitores, sobretudo em áreas urbanas como Goiânia e outras capitais brasileiras.

Smartphones e plataformas impulsionam o consumo

A ampla adoção de dispositivos móveis é um dos principais vetores do crescimento dos audiobooks. Smartphones permitem que as pessoas transformem momentos do dia a dia — como deslocamentos, caminhadas ou tarefas domésticas — em oportunidades para consumir conteúdo, o que torna o formato especialmente atraente para públicos com rotina intensa. Além disso, as plataformas digitais evoluíram para oferecer catálogos vastos, experiências intuitivas, recomendações personalizadas e integração com outros serviços de áudio, como música e podcasts.

Os serviços por assinatura desempenham papel estratégico na expansão do setor. Modelos que oferecem acesso ilimitado a bibliotecas extensas incentivam o consumo recorrente e reduzem barreiras de entrada, especialmente entre usuários jovens e moradores de grandes centros como Brasília e Goiânia, onde a cultura de consumo digital está entre as mais fortes do país.

audiobook
Foto: Divulgação

Gêneros em alta e tendências de consumo

No mercado global, o segmento de ficção domina com participação superior a 64%, impulsionado por narrativas envolventes em gêneros como fantasia, romance e suspense, muitas vezes com produção de alta qualidade e vozes profissionais que aproximam a experiência do cinema.

Paralelamente, a não ficção apresenta crescimento ainda mais acelerado, com taxa anual projetada acima de 27% até 2030. Conteúdos sobre negócios, desenvolvimento pessoal, carreira, saúde e história têm chamado a atenção de profissionais que buscam aprendizado contínuo em formatos compatíveis com rotinas atarefadas.

No Brasil, o uso de audiobooks também tende a crescer entre ouvintes que buscam educação contínua e entretenimento flexível, refletindo um movimento mais amplo de digitalização do consumo cultural. Segundo dados de mercado, espera-se que o número de usuários no país chegue a mais de 26 milhões até 2030, com aumento gradativo da penetração entre a população.

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Gigantes da tecnologia e competição global

Gigantes do setor de tecnologia disputam espaço nesse mercado em expansão. A Amazon, por meio do Audible e do Amazon Music, oferece um dos catálogos mais robustos de audiolivros, enquanto o Spotify vem investindo fortemente no segmento desde que ampliou sua oferta global em mais de 22 mercados e aumentou seu catálogo para mais de 500 mil títulos em inglês.

Em 2026, o Spotify anunciou uma parceria com a Bookshop.org que permite a compra de livros físicos diretamente dentro do aplicativo, além da funcionalidade “Page Match”, que conecta páginas escaneadas a pontos correspondentes em audiobooks. Essas inovações e movimentos estratégicos mostram que as plataformas estão buscando formas de integrar ainda mais os formatos de leitura e áudio.

Além das gigantes, empresas emergentes como Downpour.com e Storytel AB ampliam a concorrência com modelos alternativos de assinatura e venda que se destacam pela flexibilidade e pelos preços competitivos.

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Foto: Divulgação

Desafios e oportunidades para o Brasil

Apesar da forte expansão global, o mercado de audiobooks no Brasil ainda enfrenta desafios, como a necessidade de ampliar catálogos em português e atrair mais narradores profissionais. Porém, o crescimento projetado e os hábitos culturais de consumo em cidades como Goiânia e outras capitais indicam um terreno fértil para editoras, autores e startups tecnológicas explorarem nichos ainda pouco atendidos.

A trajetória do mercado de audiobooks reflete a tendência global de transformação digital do setor editorial. Com tecnologias como inteligência artificial melhorando recomendações personalizadas e novas formas de integração entre leitura física e áudio, o formato deve continuar ganhando espaço, reconfigurando como pessoas contam histórias, aprendem e consomem conhecimento no ritmo do século XXI.

 

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