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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Teto Constitucional

Dino trava penduricalhos e impõe freio ao Congresso

Ministro do STF proibiu o Congresso e demais órgãos públicos de aprovarem novas leis ou atos que garantam pagamento de “penduricalhos” acima do teto do funcionalismo

Paula Costapor Paula Costa em 19 de fevereiro de 2026
Teto Constitucional
A decisão, tomada nesta quinta-feira (19), reforça medida anterior e também vale para estados e municípios. O caso será analisado pelo plenário da Corte na próxima quarta-feira (25). Crédito: STF.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira (19), que o Congresso Nacional e demais órgãos públicos estão proibidos de aprovar novas leis ou editar atos administrativos com o objetivo de autorizar o pagamento de verbas acima do teto constitucional do funcionalismo. A decisão reforça medida anterior e busca impedir a criação de mecanismos para manter os chamados “penduricalhos” fora dos limites legais. O caso foi analisado de forma monocrática, sem a participação dos demais ministros. Agora, o entendimento será submetido ao plenário do STF, que deverá confirmar ou revisar a determinação na sessão marcada para o dia 25.

A determinação amplia uma decisão tomada em 5 de fevereiro, quando o ministro já havia ordenado que os Três Poderes revisassem e suspendessem pagamentos que ultrapassassem o teto previsto na Constituição. Na nova manifestação, Dino deixou claro que não serão admitidas tentativas de contornar a limitação por meio de novas normas.

No despacho, o magistrado afirmou que é vedada a aplicação de qualquer legislação que trate de parcelas remuneratórias ou indenizatórias acima do teto constitucional. A proibição inclui a edição de atos normativos por órgãos autônomos e pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A medida também alcança estados e municípios, ampliando o alcance da decisão em todo o território nacional. Segundo o ministro, a regra não interfere em remunerações fixadas diretamente por lei, desde que respeitados os limites constitucionais.

Com a decisão, o Supremo busca reforçar o controle sobre gastos públicos e impedir o uso de brechas legais para manter benefícios salariais acima do teto, tema que tem gerado embates entre os Poderes e pressionado as contas públicas.

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