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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
CIÊNCIA

Segunda gravidez também remodela o cérebro, diz estudo

Mudanças específicas ligadas à atenção e à resposta a estímulos

Luana Avelarpor Luana Avelar em 20 de fevereiro de 2026
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Foto: iStock

A gravidez provoca transformações cerebrais que não se limitam à primeira experiência da maternidade. Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Amsterdã e publicado na revista científica Nature Communications indica que a segunda gravidez também desencadeia alterações estruturais próprias, com impacto distinto sobre diferentes redes neurais.

A pesquisa acompanhou 110 mulheres divididas em três grupos: gestantes do primeiro filho, mulheres na segunda gestação e participantes que nunca engravidaram. Utilizando exames de neuroimagem repetidos ao longo do tempo, os pesquisadores mapearam mudanças na estrutura cerebral associadas à gravidez.

Os resultados mostram que, na primeira gestação, as transformações mais amplas ocorrem na chamada Rede de Modo Padrão, sistema cerebral relacionado à autorreflexão, processamento emocional e percepção social. Essa reorganização estaria ligada à adaptação ao vínculo materno e à interpretação dos sinais do bebê.

Gravidez e redes de atenção

Na segunda gravidez, embora a Rede de Modo Padrão também apresente alterações, as mudanças se concentram com maior intensidade em redes associadas à atenção, resposta a estímulos sensoriais e controle comportamental. Segundo os autores, esse padrão pode favorecer a capacidade de lidar com múltiplas demandas simultaneamente, como o cuidado de mais de um filho.

O estudo também identificou associação entre as alterações cerebrais da gravidez e sintomas de depressão perinatal. Nas mães de primeira viagem, essa relação foi mais evidente no período pós-parto. Já nas mulheres que aguardavam o segundo filho, os indícios apareceram de forma mais significativa ainda durante a gestação.

Os pesquisadores destacam que os estudos sobre os efeitos da gravidez no cérebro são recentes, mas vêm ampliando a compreensão sobre a biologia feminina e a adaptação materna. As conclusões podem contribuir para estratégias mais eficazes de prevenção e tratamento da depressão pós-parto, além de aprofundar o entendimento sobre como o cérebro se remodela a cada filho.

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