Clima, banhos quentes e hormônios: por que a pele fica seca e como evitar
A pele seca pode vir acompanhada de sintomas como dor de cabeça, tonturas e olhos secos
A pele ressecada é uma queixa comum e, na maioria das vezes, está relacionada a fatores ambientais e hábitos do dia a dia. Permanecer por longos períodos em locais muito frios ou quentes, além de tomar banhos prolongados com água em alta temperatura, pode comprometer a hidratação natural da pele e favorecer o surgimento de aspereza, descamação e sensibilidade.
Especialistas alertam, no entanto, que o ressecamento cutâneo nem sempre tem origem apenas externa. Alterações hormonais, especialmente na produção de estrogênio, e o uso de alguns medicamentos diuréticos também podem contribuir para o problema. Nesses casos, a pele seca pode vir acompanhada de sintomas como dor de cabeça, tonturas, sensação de boca e olhos secos e episódios de confusão.
A recomendação é buscar avaliação dermatológica quando o quadro se torna persistente ou surge de forma repentina. O diagnóstico adequado permite identificar a causa e orientar o tratamento, que pode incluir o uso de hidratantes específicos, mudanças na alimentação e, em situações mais complexas, a reposição de hormônios sob orientação médica.
O ressecamento da pele é um problema frequente e pode se manifestar por sinais como aspereza, descamação, coceira intensa, linhas esbranquiçadas, especialmente nas pernas, manchas avermelhadas e rachaduras. Em quadros mais avançados, a região afetada pode apresentar dor, ardor e pequenas feridas provocadas pelo ato de coçar, o que aumenta o risco de irritações e infecções.
Especialistas apontam que mudanças de temperatura estão entre as principais causas. No inverno, o ar frio e seco favorece a perda de hidratação natural da pele. Já no verão, o calor intenso pode alterar a produção de suor e de oleosidade, contribuindo para o aspecto ressecado. A recomendação é reforçar a hidratação com cremes específicos e proteger as áreas mais expostas, como mãos e rosto.
Banhos longos e com água muito quente também estão associados ao problema, pois removem a camada de gordura responsável pela proteção da pele. O uso de sabonetes inadequados ou com pH elevado pode agravar o quadro. Dermatologistas orientam a optar por banhos rápidos, com água morna, e aplicar hidratantes logo após a secagem do corpo para potencializar a absorção.
Hábitos alimentares e ingestão insuficiente de água também influenciam diretamente na saúde da pele. Dietas pobres em frutas, verduras e gorduras saudáveis podem comprometer a reposição de nutrientes importantes, enquanto a baixa hidratação reduz a elasticidade e favorece a descamação. Manter uma alimentação equilibrada e consumir cerca de dois litros de água por dia são medidas consideradas essenciais.

O contato frequente com água de piscina tratada com cloro, comum em atividades como natação e hidroginástica, pode intensificar o ressecamento ao longo do tempo. Após sair da piscina, a orientação é tomar banho com água morna e utilizar sabonetes suaves para retirar resíduos químicos.
O uso contínuo de roupas de tecido sintético, como poliéster e elastano, também pode dificultar a transpiração e contribuir para o ressecamento. Peças feitas com fibras naturais, como algodão e linho, costumam ser mais indicadas por permitirem maior ventilação da pele.
Em algumas situações, o ressecamento da pele pode estar ligado a doenças como a dermatite atópica, que reduz a capacidade de retenção de água e de produção de oleosidade, causando coceira, vermelhidão e lesões. O envelhecimento também favorece a pele seca, já que, com o passar dos anos, há perda natural de hidratação e elasticidade.
A queda do estrogênio, comum na menopausa, é outro fator que contribui para o problema, assim como condições de saúde, entre elas o diabetes, que interfere na produção de suor e na hidratação cutânea. Além disso, o uso de alguns medicamentos, especialmente diuréticos, pode aumentar a perda de líquidos do organismo e intensificar o ressecamento. Manter a pele hidratada, adotar uma alimentação equilibrada e buscar orientação médica quando o quadro persiste são medidas essenciais para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.