IMAS é alvo de denúncias por falta de especialistas e descredenciamento de hospitais em Goiânia
Professor relata pacientes oncológicos sem assistência e descredenciamento de hospitais enquanto desconto do plano continua no contracheque
O estudante, pesquisador da educação básica e professor da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em uma escola da prefeitura, por meio de um projeto do governo federal, Pedro Henrique Cardoso, de 20 anos, entrou em contato com a redação do jornal O HOJE para denunciar a falta de atendimento aos usuários do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais (Imas).
Segundo ele, há relatos de ausência de ortopedista, falta de pronto-socorro pediátrico, pacientes oncológicos sem assistência e dificuldades na rede credenciada, que estaria sem condições de atendimento.
De acordo com Pedro, os problemas estariam relacionados à falta de repasse de verbas pelo Imas a hospitais, clínicas e laboratórios credenciados. Ele afirma que a situação se agravou nos últimos meses.
“Os atendimentos estão indisponíveis há anos, mas agora a situação explodiu. Não se encontra especialista, não há vagas para consultas e exames completos, nem oferta de fisioterapia, psicólogos e dentistas”, relatou.
Um dos pontos destacados por ele é a ausência de pronto-socorro pediátrico desde janeiro de 2025, enquanto o desconto do plano continua sendo feito normalmente no contracheque dos servidores.
“Não há emergência ortopédica, os oncológicos estão desassistidos e o problema se acentuou com o descredenciamento do Hospital Jacob Facuri nos atendimentos gerais”, afirmou.
Pedro também compartilhou situações vividas por familiares que, segundo ele, foram diretamente afetados pela falta de assistência.
“Minha mãe, em julho de 2025, precisou de uma cirurgia de emergência e, ao chegar ao Hospital Jacob Facuri, não pôde ser atendida. De lá, seguimos para o Hospital São Lucas, que também havia sido descredenciado no meio do ano passado. Depois fomos para outra unidade, que não era adequada para o caso. Com isso, ela não recebeu o atendimento necessário e houve complicações até conseguirmos uma vaga”, relatou.
Ele ainda mencionou o caso da avó. “Outro ponto é a minha avó, que desde outubro de 2025 tenta resolver um problema nos olhos, mas, devido ao retorno do sistema de cotas, não consegue atendimento completo nem realizar os exames”, disse.
Segundo o professor, ele possui registros que comprovariam a falta de atendimento e criou um canal de comunicação reunindo diversos usuários — entre dependentes, agregados e titulares — para cobrar melhorias no serviço prestado pelo Imas.

Nota do IMAS
O Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas esclarece que, conta com uma ampla rede credenciada composta por 58 prestadores jurídicos como: hospitais, laboratórios e clínicas, além de 59 prestadores físicos, entre médicos, fisioterapeutas e psicólogos.
As emergências pediátricas estão sendo devidamente atendidas pelo Hospital São Judas Tadeu, unidade habilitada para o acolhimento e tratamento de casos infantis de urgência e emergência. Já os atendimentos de urgência e emergência em ortopedia estão sendo realizados nos pronto-socorros de hospitais de grande complexidade, como o Hospital Santa Maria e Hospital Ruy Azeredo, assegurando estrutura adequada e equipes especializadas para esse tipo de assistência.
Informamos ainda que os atendimentos de oncologia permanecem sendo realizados pelo Instituto de Hematologia e Oncologia de Goiás (IHG) e pelo Hospital Araújo Jorge, referências no diagnóstico e tratamento do câncer.
O Imas esclarece ainda que, os pagamentos aos prestadores estão rigorosamente em dia, conforme os prazos e condições estabelecidos em contrato, assegurando a manutenção e a regularidade dos serviços prestados à rede assistencial.
O Instituto reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade administrativa e a continuidade do atendimento aos seus beneficiários.
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