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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Afastado da PF

PF afasta Eduardo Bolsonaro e abre caminho para possível demissão

A Polícia Federal retirou Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão após abrir processo disciplinar para investigar faltas não justificadas e possível abandono de função na delegacia de Angra dos Reis (RJ)

Paula Costapor Paula Costa em 26 de fevereiro de 2026
PF Flávio Bolsonaro
Nos Estados Unidos desde 2025, o ex-deputado afirma ser alvo de perseguição política. Paralelamente, ele também é réu no STF por suposta obstrução de Justiça e coação. Crédito: Agência Brasil.

A Polícia Federal afastou, nesta quinta-feira (26), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão, por decisão formalizada em portaria publicada no Diário Oficial da União e assinada pela Corregedoria Regional da corporação no Rio de Janeiro. A medida é válida até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar aberto para apurar ausências não justificadas do servidor na Delegacia da PF em Angra dos Reis (RJ) e eventual abandono de função.

A apuração interna foi instaurada no fim de janeiro, após a constatação de faltas reiteradas ao posto de trabalho. O procedimento avaliará se houve descumprimento dos deveres funcionais e poderá resultar em penalidades que vão desde advertência até a demissão do quadro da instituição.

O ato administrativo também estabelece que o policial licenciado entregue, no prazo de cinco dias úteis, a carteira funcional e a arma institucional ao seu superior hierárquico, salvo determinação contrária da autoridade responsável pelo caso. Durante o período de afastamento, ele permanece impedido de exercer qualquer atribuição vinculada ao cargo.

Eduardo está nos Estados Unidos desde março de 2025 e afirma que não retornará ao Brasil por se considerar vítima de perseguição política. A permanência no exterior integra o contexto analisado no âmbito do processo disciplinar.

Paralelamente à investigação administrativa, o ex-parlamentar também é alvo de ação penal no Supremo Tribunal Federal. Em 19 de fevereiro, a Corte recebeu denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República e o tornou réu por suposta obstrução de Justiça e coação. A partir da formalização da ação, caberá à defesa apresentar resposta às acusações e indicar testemunhas, enquanto os ministros do STF decidirão, ao final do julgamento, pela absolvição ou eventual condenação.

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