Vanderlan diz que fica no PSD e nega diálogo com o Novo
Senador descarta saída do partido e afirma que especulações não procedem
Bruno Goulart
O presidente estadual do PSD em Goiás, senador Vanderlan Cardoso, reafirmou sua permanência na sigla e confirmou que pretende disputar a reeleição ao Senado em 2026. Em entrevista ao O HOJE, o parlamentar negou especulações de que estaria em conversas com o Novo.
“Eu não sei de onde saem essas especulações em relação ao Novo. Não houve conversa nenhuma. Sou do PSD. Não tem motivos para sair do PSD”, afirmou. Segundo o senador, a menção ao Novo ocorreu em razão de o vice-prefeito de Anápolis, Walter Vosgrau (PSD), que relatou ter sido procurado pelo Novo com vistas às eleições proporcionais. “Ele quer ser candidato a deputado federal. Disse que está liberado para conversar com o Novo, mas que não fechasse nada antes de ver a chapa do PSD.”
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A inauguração de uma nova fábrica da Cicopal, em Patrocínio (MG), nesta quinta-feira (26), evento que contaria com a presença do governador mineiro Romeu Zema (Novo), também alimentou a especulação. “Por ser uma grande inauguração, o governador se faria presente, mas devido às chuvas que atingem o Estado, ele não irá mais, mas enviará representante”, afirmou.
Nos bastidores, fontes ouvidas pela reportagem indicam que o senador está alinhado ao vice-governador Daniel Vilela (MDB). A tendência é que Vanderlan caminhe na base governista na disputa pelas duas vagas ao Senado, ao lado da primeira-dama Gracinha Caiado (UB).
Conforme apurado, Vanderlan também não conversou, até o momento, com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) sobre eventual composição de chapa. Já o senador Wilder Morais (PL), pré-candidato ao governo de Goiás, teria feito convites ao colega. (Especial para O HOJE)