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DISPUTA COM TARCÍSIO

Haddad deve se reunir com Lula e Alckmin para tratar eleição em São Paulo

Encontro foi articulado após jantar em Brasília e ocorre em meio à definição da estratégia do PT no estado

Thais Munizpor Thais Muniz em 1 de março de 2026
haddad
Foto: Evaristo SA / AFP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que vai se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na terça-feira (3/3) para discutir o cenário eleitoral em São Paulo. O encontro foi proposto pelo próprio presidente durante um jantar realizado na quinta-feira (26/2), em Brasília, e foi confirmado pelo ministro em entrevista concedida na sexta-feira (27/2).

Haddad relatou como ocorreu o convite feito por Lula. “No fim do jantar ele falou: ‘quando você volta para Brasília?’. Falei: ‘tenho um compromisso na segunda-feira (2/3), mas na terça-feira (3/3) de manhã eu estou aí’. Ele falou: ‘vou chamar você e o Alckmin para a gente conversar sobre São Paulo para a gente se entender sobre’”, afirmou o ministro.

O encontro acontece em meio à movimentação do Partido dos Trabalhadores (PT) para definir a estratégia eleitoral no estado de São Paulo, considerado um dos principais colégios eleitorais do país.

Definição de estratégia para o Palácio dos Bandeirantes

Dentro do partido, a avaliação é de que a candidatura ao governo paulista precisa ser competitiva. O nome de Fernando Haddad é apontado como uma das principais opções para disputar o Palácio dos Bandeirantes. A legenda avalia que ele pode enfrentar o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve concorrer à reeleição.

Em entrevista concedida no início do mês, o presidente Lula afirmou que tanto Haddad quanto Alckmin têm papel nas eleições no estado. “Temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo. Eles sabem”, declarou o presidente.

Nos bastidores, integrantes do PT admitem que a disputa será desafiadora, mas defendem que o partido apresente um nome forte para a corrida eleitoral.

Pressão interna e posicionamentos do partido

Aliados de Haddad também têm se manifestado publicamente sobre a possível candidatura. A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defendeu que o ministro participe da disputa. “Não temos direito de deixar a extrema-direita voltar ao poder no país. Eu acho que todos têm que entrar em campo, todos têm que vestir a camisa. Por isso, defendo que todos os nossos melhores quadros disputem as eleições, inclusive o ministro Haddad”, disse a ministra em conversa com jornalistas no fim de janeiro.

O presidente do PT, Edinho Silva, também citou o nome de Haddad como um dos principais quadros do partido. Segundo ele, o ministro possui “estatura e musculatura” para disputar novamente o governo paulista. Haddad já concorreu ao cargo em 2022, quando foi derrotado por Tarcísio de Freitas.

Apesar de ter sinalizado anteriormente que deixaria o cargo no Ministério da Fazenda em fevereiro, Haddad segue à frente da pasta. A possibilidade de saída estava associada à dedicação à campanha eleitoral do presidente Lula, mas até o momento não houve mudança no comando do ministério.

 

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