segunda-feira, 9 de março de 2026
Sigilo de Lulinha

Alcolumbre avalia anular quebra de sigilo de Lulinha

Presidente do Senado ouvirá área jurídica após governistas contestarem votação simbólica da CPMI do INSS que autorizou acesso a dados bancários, fiscais e telemáticos do filho de Lula

Paula Costapor Paula Costa em 3 de março de 2026
Lulinha
CPMI do INSS: Alcolumbre diz que quer decidir sobre anulação de quebras de sigilo de Lulinha: 'Vou ouvir a advocacia'. Crédito: Reprodução/Rede Social.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira, que pretende analisar o pedido de parlamentares da base governista para anular a votação da CPMI do INSS que autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A deliberação ocorreu em sessão recente da comissão e foi aprovada em votação simbólica, o que levou governistas a contestarem o resultado sob o argumento de que detinham maioria no colegiado.

“Estou querendo decidir. Vou ouvir a advocacia”, declarou Alcolumbre ao ser questionado sobre a possibilidade de rever o ato da comissão.

A base aliada recorreu ao comando do Senado após a aprovação da medida ocorrer sem registro nominal de votos. Segundo os parlamentares governistas, a contagem visual teria desconsiderado a presença e o posicionamento de integrantes que garantiriam maioria contrária à quebra de sigilo.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sustentou que suplentes não tinham direito a voto no momento da deliberação. Conforme o procedimento adotado, os favoráveis deveriam permanecer sentados, enquanto os contrários precisavam se levantar. Ao proclamar o resultado, Viana contabilizou sete votos contrários, desconsiderando os suplentes.

O filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a ser alvo de questionamentos após a Polícia Federal apreender mensagens trocadas entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger. As conversas, segundo as investigações, conteriam possíveis referências a Lulinha.

Roberta é apontada como amiga do empresário e teria recebido pagamentos de Antunes para atuar junto a órgãos da área de saúde na comercialização de produtos à base de cannabis medicinal. Ela foi alvo de operação da Polícia Federal e nega qualquer irregularidade na relação mantida com o investigado.

A decisão de Alcolumbre poderá redefinir os rumos da comissão e acirrar a disputa política em torno da condução dos trabalhos da CPMI, que já enfrenta embates entre governistas e oposição sobre procedimentos regimentais e alcance das investigações.

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