sábado, 12 de setembro de 2026
Eleições 2026

Simone Tebet confirma candidatura ao Senado por São Paulo

Ministra do Planejamento, Simone Tebet diz que decisão foi discutida com Lula e Alckmin e avalia disputar vaga pelo PSB

Nívia Menegatpor em
Simone Tebet
Simone Tebet confirma candidatura ao Senado por São Paulo e saída do Ministério deve ocorrer até março. Foto: Caio Tumelero/TV Morena

Nesta quinta-feira (12), a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), anunciou que pretende disputar uma das vagas ao Senado por São Paulo nas próximas eleições. A confirmação foi feita pela própria ministra à imprensa durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande.

Segundo Tebet, ainda não há uma data definida para deixar o Ministério do Planejamento, mas a expectativa é que a saída seja confirmada até o fim de março.

“São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política. Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que entendo ser muito importante para o Brasil”, afirmou.

A ministra disse ainda que a decisão foi discutida previamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Apesar das conversas, Tebet ainda não confirmou se deixará o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para disputar o Senado pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), partido de Alckmin.

De acordo com ela, o convite para disputar o cargo vem sendo discutido há cerca de seis meses. “Tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. Quando fui investigar a razão dessa convocação, percebi que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos meus votos na eleição presidencial. Foi onde tive mais votos e onde tenho maior presença”, destacou.

Escolha feita com tranquilidade

Tebet contou que teve uma conversa informal com Lula no dia 27 de janeiro, durante uma viagem ao Panamá, quando discutiram o cenário político. Na ocasião, o presidente sugeriu que ela avaliasse a possibilidade de concorrer ao Senado por São Paulo.

O convite formal, segundo a ministra, ocorreu no dia 3 de fevereiro, após uma conversa também com Alckmin.

“Eu fiquei de dar uma resposta por uma razão muito simples. Precisava da bênção da minha mãe. Ela tinha expectativa de que eu pudesse voltar para perto dela. Depois de explicar a situação, decidi cumprir essa missão”, afirmou.

Quem é Simone Tebet?

Natural de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, Simone Tebet é filha do ex-senador e ex-governador Ramez Tebet. Mestre em Direito do Estado e professora universitária, ela é filiada ao MDB desde a década de 1990.

A trajetória política começou como deputada estadual em Mato Grosso do Sul. Em 2004, tornou-se a primeira mulher eleita prefeita de Três Lagoas, sendo reeleita quatro anos depois.

Em 2011, assumiu o cargo de vice-governadora do estado na chapa de André Puccinelli, período em que também ocupou a Secretaria Estadual de Governo.

Em 2014, foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul. No Senado, ganhou destaque ao integrar, em 2016, a comissão especial do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Tebet votou a favor do afastamento, alegando crime de responsabilidade.

Em 2019, tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Dois anos depois, integrou a CPI da Covid-19 representando a bancada feminina. Na eleição presidencial de 2022, Tebet foi candidata pelo MDB e terminou em terceiro lugar, com 4,9 milhões de votos (4,16%).

Simone Tebet
Simone Tebet confirma candidatura ao Senado por São Paulo e saída do Ministério deve ocorrer até março. Foto: Reprodução/ Washignton Costa/MPO

Ministra no governo Lula

Em dezembro de 2022, Simone Tebet foi anunciada como ministra do Planejamento no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Após ficar em terceiro lugar na disputa presidencial, ela declarou apoio a Lula no segundo turno contra Jair Bolsonaro.

A senadora também participou da equipe de transição na área de desenvolvimento social. Inicialmente, chegou a ser cotada para comandar o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, área pela qual demonstrava afinidade.

 

Leia também: Zanin decide contra ação de Rollemberg que tentava impor CPI do Banco Master

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