sexta-feira, 13 de março de 2026
inflação

Inflação acelera para 0,7% em fevereiro; acumulado recua para 3,81%

Alta foi puxada principalmente pelo grupo Educação, com reajuste de mensalidades escolares; resultado mantém inflação dentro da meta do governo

Anna Salgadopor Anna Salgado em 13 de março de 2026
Imagem mostra celular com calculadora exibindo 2.021, ao lado de notas de real (R$100 e R$50), moeda de R$1, caneta e gráficos financeiros ao fundo, representando cálculo de gastos, economia ou planejamento financeiro
Foto: Marcello Casal Jr./ABr

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do País, registrou uma variação de 0,7% em fevereiro de 2026. O dado, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra uma aceleração em relação ao mês de janeiro, quando o índice havia ficado em 0,33%. Apesar de a taxa mensal ser a maior registrada desde fevereiro de 2025, o acumulado dos últimos 12 meses apresentou uma queda significativa, recuando de 4,44% para 3,81%.

Com esse resultado, a inflação oficial brasileira permanece dentro do limite máximo de tolerância da meta estabelecida pelo governo, veja também a do chocolate em Goiás. No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o IPCA registra uma alta de 1,03%.

O principal responsável pela pressão inflacionária em fevereiro foi o grupo Educação, que apresentou uma variação de 5,21%. De acordo com o IBGE, esse setor sozinho respondeu por cerca de 44% do IPCA do mês. O impacto deve-se, majoritariamente, aos reajustes anuais das mensalidades de escolas e cursos praticados no início do ano letivo. Os cursos regulares tiveram alta de 6,2%, com destaque para o ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

O grupo transportes também teve papel relevante, com as passagens aéreas subindo 11,4%, seguidas por altas no seguro voluntário de veículos (5,62%) e no ônibus urbano (1,14%). Somados, Educação e Transportes representaram aproximadamente 66% do resultado do mês. Por outro lado, os combustíveis registraram queda de 0,47%, influenciados pela redução nos preços da gasolina (-0,61%) e do gás veicular (-3,10%).

No grupo alimentação e bebidas, a variação foi de apenas 0,26%. Itens essenciais como o arroz acumulam uma queda expressiva de 27,86% nos últimos 12 meses devido à boa oferta do cereal. Outras quedas no mês foram registradas nas frutas (-2,78%) e no óleo de soja (-2,62%). Em contrapartida, o açaí (25,29%) e o feijão carioca (11,73%) pressionaram o orçamento das famílias.

Paralelamente, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,56% em fevereiro. No acumulado de 12 meses, o INPC situou-se em 3,36%, também apresentando um recuo frente aos 4,30% observados no período anterior. Os produtos não alimentícios foram os que mais pressionaram este índice, passando de uma variação de 0,47% em janeiro para 0,66% em fevereiro.

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