Após Oscar, Ratinho cobra neutralidade política de Wagner Moura
Apresentador do SBT reconhece talento do ator, mas condena críticas ao governo Bolsonaro durante campanha do Oscar
O apresentador Carlos Massa, o Ratinho, criticou na segunda-feira (16), durante seu programa no SBT, as declarações políticas do ator Wagner Moura feitas ao longo da campanha do filme “O Agente Secreto” para o Oscar 2026, realizado no domingo (15), em Los Angeles, nos Estados Unidos. O comunicador reagiu às críticas do artista ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), defendendo a separação entre atuação artística e posicionamento político.
A manifestação ocorreu um dia após a cerimônia da Academia, na qual Wagner Moura disputou o prêmio de Melhor Ator, mas foi superado pelo norte-americano Michael B. Jordan. O brasileiro concorreu pelo papel de um professor perseguido durante a ditadura militar no longa dirigido por Kleber Mendonça Filho, produção que também recebeu indicações em outras categorias.
Durante o programa, Ratinho reconheceu o desempenho artístico do ator, citando trabalhos de destaque na carreira, como o protagonismo em “Tropa de Elite” e a atuação na série “Narcos”. Apesar dos elogios, o apresentador criticou a postura do artista ao abordar temas políticos em entrevistas internacionais.
Na avaliação do comunicador, as declarações sobre o governo Bolsonaro, feitas durante a divulgação do filme no exterior, são inadequadas e contribuem para acirrar divisões no país. Ele também mencionou o atual estado de saúde do ex-presidente, que está internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) em Brasília para tratar uma infecção pulmonar.
Ratinho defendeu que figuras públicas priorizem suas atividades profissionais e evitem manifestações políticas fora do contexto eleitoral. Segundo ele, o debate político deve ocorrer nas urnas, enquanto o ambiente artístico deveria se manter distante de disputas ideológicas.
O apresentador ainda afirmou que, caso Wagner Moura tivesse conquistado a estatueta, haveria espaço para novas críticas ao ex-presidente, o que, em sua visão, ampliaria tensões em um cenário já polarizado.