terça-feira, 17 de março de 2026
Oscar 2026

Após Oscar, Ratinho cobra neutralidade política de Wagner Moura

Apresentador do SBT reconhece talento do ator, mas condena críticas ao governo Bolsonaro durante campanha do Oscar

Paula Costapor Paula Costa em 17 de março de 2026
Oscar 2026
Apresentador elogia talento do ator, mas pede fim de críticas ao governo Bolsonaro e defende separação entre arte e política. Crédito: Reprodução/ Rede Social.

O apresentador Carlos Massa, o Ratinho, criticou na segunda-feira (16), durante seu programa no SBT, as declarações políticas do ator Wagner Moura feitas ao longo da campanha do filme “O Agente Secreto” para o Oscar 2026, realizado no domingo (15), em Los Angeles, nos Estados Unidos. O comunicador reagiu às críticas do artista ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), defendendo a separação entre atuação artística e posicionamento político.

A manifestação ocorreu um dia após a cerimônia da Academia, na qual Wagner Moura disputou o prêmio de Melhor Ator, mas foi superado pelo norte-americano Michael B. Jordan. O brasileiro concorreu pelo papel de um professor perseguido durante a ditadura militar no longa dirigido por Kleber Mendonça Filho, produção que também recebeu indicações em outras categorias.

Durante o programa, Ratinho reconheceu o desempenho artístico do ator, citando trabalhos de destaque na carreira, como o protagonismo em “Tropa de Elite” e a atuação na série “Narcos”. Apesar dos elogios, o apresentador criticou a postura do artista ao abordar temas políticos em entrevistas internacionais.

Na avaliação do comunicador, as declarações sobre o governo Bolsonaro, feitas durante a divulgação do filme no exterior, são inadequadas e contribuem para acirrar divisões no país. Ele também mencionou o atual estado de saúde do ex-presidente, que está internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) em Brasília para tratar uma infecção pulmonar.

Ratinho defendeu que figuras públicas priorizem suas atividades profissionais e evitem manifestações políticas fora do contexto eleitoral. Segundo ele, o debate político deve ocorrer nas urnas, enquanto o ambiente artístico deveria se manter distante de disputas ideológicas.

O apresentador ainda afirmou que, caso Wagner Moura tivesse conquistado a estatueta, haveria espaço para novas críticas ao ex-presidente, o que, em sua visão, ampliaria tensões em um cenário já polarizado.

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