PF levou ao STF suspeita de possível fuga de filho de Lula
PF chegou a comunicar ao STF a preocupação com uma possível saída do país de Lulinha, filho do presidente Lula (PT)
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), em documento sigiloso encaminhado ao longo de 2025, que avaliou a possibilidade de fuga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O relato foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e integra apurações relacionadas a investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No mesmo período, a corporação também solicitou à Corte a quebra do sigilo fiscal do empresário.
Segundo a investigação, a preocupação da PF surgiu em meio a movimentações financeiras e contatos do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que está preso sob suspeita de comandar um esquema de desvios envolvendo beneficiários da Previdência.
A defesa de Lulinha contesta a hipótese de evasão do país e sustenta que não há qualquer indício que justifique a suspeita. Os advogados confirmaram ao STF que o empresário esteve em Portugal, mas afirmam que a viagem teve caráter estritamente profissional e foi custeada por Antunes. Ainda de acordo com a defesa, não houve fechamento de negócios nem recebimento de valores por parte do filho do presidente.
Lulinha também nega ter conhecimento de irregularidades relacionadas ao INSS. Conforme sua versão, o interesse em um projeto de produção de canabidiol medicinal surgiu após conversa com Antunes, motivado por questões pessoais ligadas ao tratamento de saúde de um familiar.
Diante da repercussão do caso, o presidente Lula orientou o filho, no início de 2026, a prestar esclarecimentos públicos, com o objetivo de evitar desgaste político ao governo federal. A estratégia tem sido apresentada por aliados como um esforço de transparência, em contraste com críticas recorrentes dirigidas à postura de adversários em situações semelhantes.
Nos bastidores, a avaliação é de que o episódio pode ganhar peso no debate eleitoral, sendo explorado tanto por opositores quanto por governistas como elemento de comparação de condutas diante de suspeitas envolvendo familiares de autoridades.