Prefeitos avaliam qual trajeto Daniel deve seguir como pré-candidato ao Governo de Goiás
“O que já está explícito é que o projeto de Governo de Daniel está focado em dar continuidade no mesmo modelo de gestão de Caiado”, diz prefeito de Luziânia
Após a oficialização da pré-candidatura de Daniel Vilela (MDB) ao Governo de Goiás, muitas são as expectativas quanto aos próximos passos do vice-governador em relação à busca por êxito na pré-campanha com foco no comando do Palácio das Esmeraldas.
Diante da sinalização de apoio de grande parte dos prefeitos goianos à decisão do emedebista em concorrer à chefia do Executivo estadual, há especialistas que avaliam que ser aliado de ampla gama de prefeitos não garante vitória em eleições, mas é grande a quantidade de analistas políticos que destacam a necessidade de os pré-candidatos estarem frequentemente presentes nos municípios e terem forte ligação com a população. Isso, consequentemente, pode reforçar vínculos com os prefeitos.

Antes de oficializar sua pré-candidatura, Daniel ganhou destaque por passagens constantes nas cidades do interior goiano, o que foi avaliado como algo que pode beneficiar seu trajeto na disputa eleitoral de outubro.
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O emedebista conta com lideranças fortes no Estado e seus aliados, que também são próximos do governador e pré-candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD), afirmam que o momento atual é favorável para alavancar a pré-campanha do vice-governador. E, inclusive, influenciar positivamente no processo de transição de governo, já que o chefe do Executivo estadual deixará o cargo para concorrer ao Planalto.

Fontes próximas ao governo ressaltam a importância da garantia de apoio amplo e do entusiasmo com a corrida eleitoral para o Executivo estadual, mas dizem ser necessário cautela com a ideia de pensar que a eleição já tem um vitorioso.
Prefeitos de áreas estratégicas do Estado sinalizam estar ao lado de Daniel, como é o caso de lideranças políticas do Entorno do Distrito Federal (DF), região que conta com quase 700 mil eleitores.
Presença massiva nos eventos
Aliado de Daniel, o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (UB), diz acreditar que os adversários do emedebista devem repensar suas pré-candidaturas devido ao que o prefeito avalia como forte alcance pela presença massiva de políticos e lideranças nos eventos que contam com a participação de Daniel e Caiado.
“De fato os adversários do vice-governador devem repensar suas pré-candidaturas porque uma militância dessa [de Daniel] é definitiva em um processo eleitoral, principalmente em uma eleição onde não há espaço para um sentimento de mudança, porque a população está satisfeita com a gestão estadual”, afirma Sorgatto em entrevista ao O HOJE.

Em relação a quais devem ser os próximos passos de Daniel após a oficialização da pré-candidatura ao governo e, ainda, em um momento cada vez mais próximo de o emedebista assumir o cargo de Caiado, Sorgatto diz o que avalia ser essencial para o vice-governador. “Ele deve continuar trabalhando como já está trabalhando, marcar presença nos municípios e divulgar a campanha em um momento oportuno, mas o que já está explícito é que o projeto de governo de Daniel está focado em dar continuidade no mesmo modelo de gestão de Ronaldo Caiado”, comenta o prefeito de Luziânia.
Região estratégica
Em concordância com Sorgatto, o prefeito de Valparaíso, Marcus Vinicius (MDB), diz que o Entorno do DF é uma “das regiões mais estratégicas do Estado” e que Daniel já compreendeu isso. Marcus afirma que o vice-governador “romperá barreiras” e escolherá uma liderança do Entorno para ocupar a vaga de vice na chapa do emedebista.

Próximo de Daniel, o ex-deputado federal Euler Morais demonstra o que enxerga ser necessário que ocorra no momento atual com foco no beneficiamento da pré-candidatura de Daniel ao governo.
“Acho que é o momento de impulsionar o nome do Daniel, não só como governador que assume agora dia 31, mas como pré-candidato à reeleição”. Euler destaca os limites que devem ser adotados na pré-campanha ao emedebista. “Não podemos entrar no clima de que a eleição já está ganha. A gente espera a vitória, mas jamais vamos colocar salto alto”, ressalta o ex-parlamentar em entrevista ao O HOJE. (Especial para O HOJE)