Ofensiva israelense contra o Hezbollah amplia destruição no Líbano
Ataques israelenses contra o Hezbollah atingiram o centro de Beirute e deixaram ao menos 12 mortos
Bombardeios israelenses atingiram o centro de Beirute na madrugada desta quarta-feira (18), em uma das ações mais intensas já registradas na região central da capital libanesa em décadas. Os ataques destruíram prédios residenciais e ampliaram a escalada do conflito no Oriente Médio, quase três semanas após o início das hostilidades, sem sinais de redução nos combates.
Israel intensificou os ataques aéreos em todo o território libanês e também avançou com uma ofensiva terrestre no sul do país contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã que passou a atacar Israel após a operação conjunta de Tel Aviv e Washington contra Teerã no final de fevereiro.
Antes do ataque ao bairro de Bachoura, no centro de Beirute, o governo israelense alertou moradores para evacuarem um prédio que, segundo suas autoridades, era utilizado pelo grupo.
Em outros dois distritos centrais, no entanto, não houve aviso prévio, e os bombardeios atingiram edifícios residenciais, deixando ao menos 12 mortos, de acordo com autoridades do Líbano. Entre eles, um dos diretores da emissora do Hezbollah, Al-Manar. Segundo o veículo, “ele morreu junto com a esposa, e seus filhos e netos ficaram feridos”.
Ataques israelenses deixam centenas de mortos no Líbano
Embora Tel Aviv já realizasse ataques frequentes contra subúrbios do sul de Beirute, considerados redutos do Hezbollah, os novos bombardeios atingiram áreas centrais e foram classificados como alguns dos mais severos em décadas.
Ainda, Israel reconheceu, também na quarta-feira, um disparo acidental contra uma base das Nações Unidas no sul do Líbano, que deixou três soldados feridos.
De acordo com o governo libanês, o número total de mortos no país desde o início da ofensiva israelense chega a cerca de 900, e o número de deslocados passa de 1 milhão de pessoas, o que representa aproximadamente 20% da população.
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