Dia Mundial do Cuscuz celebra tradição e inspira festival gastronômico em Goiânia
Segunda edição do Festival de Cuscuz reúne receitas que unem memória afetiva e releituras contemporâneas
Celebrado nesta quinta-feira (19/3), o Dia Mundial do Cuscuz destaca um dos preparos mais emblemáticos da culinária global, presente em diferentes culturas e reinventado conforme os territórios. No Brasil, especialmente no Nordeste, o prato à base de milho ultrapassa o papel de alimento cotidiano e se consolida como símbolo de identidade, memória e afeto à mesa.
Em sintonia com a data, o Piry Cozinha Nordestina, em Goiânia, realiza a 2ª edição do Festival de Cuscuz, iniciado no último dia 16 e que segue até 31 de março. A proposta vai além de um menu temático: o festival convida o público a explorar a versatilidade do ingrediente por meio de receitas que transitam entre o tradicional e o contemporâneo.
Cuscuz para todos os gostos
No cardápio, três pratos já conhecidos do público retornam como destaque. O Cuscuz Sertanejo resgata sabores clássicos com carne de sol desfiada, manteiga do sertão, cebola roxa e feijão-verde com nata.

Já o Cuscuz de Fumeiro aposta em uma combinação mais intensa, com lombo de porco defumado na casa, abóbora, castanha-de-caju e finalização com molho de laranja e melado de cana.

Pensando na inclusão alimentar, o festival também mantém o Cuscuz Vegano Arretado, preparado com molho béchamel de leite de coco, cogumelos frescos, banana-da-terra selada, parmesão de castanha-de-caju e crispy de cebola.

Entre as novidades desta edição, o prato Camarão, Cuxá e Umami chama atenção ao reunir referências do Norte e Nordeste com influências internacionais. A receita combina farofa de cuscuz com cuxá, camarões salteados, creme de tahine com missô e redução de leite de coco com mel, explorando o umami — conhecido como o quinto gosto — para intensificar sabores e criar maior profundidade gastronômica.

Na sobremesa, a Banoffee de Cuscuz apresenta uma releitura nordestina da tradicional receita inglesa, substituindo a base de biscoito por creme de cuscuz com leite de coco, acompanhado de doce de leite, banana-da-terra caramelizada e chantilly de baunilha.

Como complemento, o festival inclui ainda o shot de milho, reforçando o protagonismo do ingrediente que dá origem ao cuscuz e sintetiza a base dessa tradição.

Fundado em 1978 por Chico Piry, natural de Piripiri (PI), o restaurante se consolidou como uma das casas mais tradicionais de Goiânia. Atualmente sob o comando do chef Danillo Ramos e de sua mãe, o restaurante mantém viva a essência da culinária nordestina, aliando respeito às raízes com releituras contemporâneas.