MPRJ denuncia ex-assessora de Flávio Bolsonaro por lavagem de dinheiro
Raimunda Veras Magalhães, mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, é acusada de integrar esquema que atuava para ocultar valores oriundos do jogo do bicho; viúva e deputado federal também foram denunciados
A mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, Raimunda Veras Magalhães, foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta quinta-feira (19) sob acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do filho, morto em 2022.
A acusada foi assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na época em que o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) era deputado estadual.
Segundo a denúncia, Raimunda integrava um grupo que atuava para “receber, movimentar e ocultar valores oriundos do jogo do bicho”. Magalhães esteve lotada no gabinete de Flávio entre abril de 2016 e novembro de 2018.
A mãe do miliciano também estava entre as denunciadas no esquema de “rachadinha” que acontecia no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, segundo o MPRJ. Porém, o caso foi arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após anulação de provas.
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Além da mãe, a viúva de Adriano da Nóbrega, Julia Lotufo, também foi denunciada. Segundo as investigações do MPRJ, Lotufo vendeu imóveis, que eram propriedades do miliciano, após sua morte. As propriedades foram avaliadas em R$ 3,5 milhões.
Adriano teria conquistado os bens por meio das atividades da organização criminosa chefiada pelo ex-capitão do Bope. O miliciano era ligado ao bicheiro Bernardo Bello e comandava pontos do jogo do bicho na zona sul carioca.
De acordo com as investigações, a viúva do miliciano vendeu os imóveis para o deputado federal Rogério Teixeira Júnior, o Juninho do Pneu (União Brasil-RJ), que também foi denunciado pelo MPRJ.