sábado, 21 de março de 2026
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Goiás registra boom imobiliário com juros em queda e agro forte

Especialistas apontam cenário favorável para investimentos no Estado, com valorização acima da média, crédito mais acessível e segurança jurídica impulsionando o setor

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 20 de março de 2026
Imobiliário
Foto: Reprodução/Ricardo Viana

O Estado de Goiás vive um momento de forte expansão econômica, impulsionado pelo agronegócio, pela chegada de novas indústrias e pelo aquecimento do mercado imobiliário. A recente redução da taxa Selic, anunciada pelo Banco Central, reforça esse cenário positivo. 

Após nove meses mantida em 15% ao ano, a taxa caiu para 14,75%, sinalizando o início de um possível ciclo de queda dos juros. A mudança, ainda considerada tímida, já impacta diretamente setores estratégicos da economia, especialmente o imobiliário, que segue em ritmo acelerado em Goiânia e em cidades do interior.

Na Capital, o setor registra valorização acima da média nacional. Nos últimos anos, o preço dos imóveis mais que dobrou, superando a inflação e atraindo investidores. Segundo o presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo, o cenário já era positivo mesmo com juros altos. “Mesmo com a Selic elevada, o mercado imobiliário em Goiás continuou crescendo. Isso se explica pela valorização dos imóveis, que desde 2020 ultrapassa 100%, o que reforça a segurança desse tipo de investimento”, afirma.

Queda dos juros e segurança jurídica fortalecem o setor

Para Melazzo, a redução da Selic, ainda que pequena, já representa um sinal importante para o mercado. “Nós enxergamos com bons olhos essa queda. Poderia ter sido maior, mas já indica um ciclo positivo para a economia. Isso deve facilitar o crédito e tracionar ainda mais o setor imobiliário”, destaca. Ele também aponta que o impacto será sentido em todo o Estado, inclusive em municípios com forte presença do agronegócio, como Rio Verde e Anápolis.

A força do agro, aliás, é um dos principais diferenciais de Goiás. O setor mantém a economia aquecida e impulsiona investimentos em outras áreas, como a construção civil. “Temos uma economia diferente do restante do país, muito baseada no agronegócio, que continua gerando renda e estimulando outros setores. Com a queda dos juros, esse efeito tende a ser ainda mais positivo”, completa Melazzo.

Do ponto de vista jurídico, o cenário também é considerado seguro para investidores. O advogado especialista em direito imobiliário, Diego Amaral, avalia que o momento favorece quem deseja adquirir ou investir em imóveis. “Hoje temos diversas linhas de financiamento, programas habitacionais e um mercado competitivo, com empreendimentos sendo entregues com qualidade. Isso gera mais segurança jurídica para o investidor”, explica.

Sobre os efeitos da queda da Selic, o advogado destaca que o impacto é gradual, mas promissor. “A redução da taxa não é sentida de imediato pelo consumidor, mas indica uma tendência. Para quem compra um imóvel na planta, por exemplo, há uma expectativa de financiar no futuro com juros menores, o que torna o investimento mais atrativo”, afirma.

Outro ponto importante, segundo Amaral, é que não há risco de bolha imobiliária no País. “O Brasil está muito longe de viver uma bolha. Hoje, cerca de 11% da população tem financiamento imobiliário. Para haver esse risco, seria necessário um nível muito maior de endividamento. Além disso, ainda temos um grande déficit habitacional, o que mantém a demanda aquecida”, ressalta.

Com a combinação entre crescimento econômico, força do agronegócio e tendência de queda dos juros, Goiás se consolida como um dos mercados imobiliários mais promissores do País. A expectativa é que o setor continue em expansão, atraindo investidores de diversas regiões e contribuindo para o desenvolvimento econômico do Estado nos próximos anos.

O Estado de Goiás vive um momento de forte expansão econômica, impulsionado pelo agronegócio, pela chegada de novas indústrias e pelo aquecimento do mercado imobiliário. A recente redução da taxa Selic, anunciada pelo Banco Central, reforça esse cenário positivo. Após nove meses mantida em 15% ao ano, a taxa caiu para 14,75%, sinalizando o início de um possível ciclo de queda dos juros. A mudança, ainda considerada tímida, já impacta diretamente setores estratégicos da economia, especialmente o imobiliário, que segue em ritmo acelerado em Goiânia e em cidades do interior.

Além disso, o crescimento urbano aliado à chegada de novos empreendimentos reforça a atratividade de Goiás como destino para morar e investir. A ampliação da infraestrutura, o aumento da oferta de serviços e a qualidade de vida têm sido fatores decisivos para atrair novos moradores. Esse movimento fortalece ainda mais o mercado imobiliário local, criando um ciclo contínuo de valorização e desenvolvimento econômico sustentável no Estado.

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