quarta-feira, 25 de março de 2026
LÍBANO

Líder do Hezbollah rejeita negociação em meio a ofensiva israelense

Grupo rejeita acordo enquanto premiê israelense fala em ampliar “zona-tampão” no sul do Líbano

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 25 de março de 2026
Chefe do Hezbollah afirma que negociar com Israel agora seria “rendição forçada”
Chefe do Hezbollah afirma que negociar com Israel agora seria “rendição forçada” (Foto: Unsplash)

A escalada no sul do Líbano segue sem previsão de cessar-fogo, nesta quarta-feira (25), o líder do Hezbollah, Naim Qassem, descartou qualquer possibilidade de negociação com Israel enquanto o território libanês estiver sob ataque. Em declaração pública, ele classificou eventuais conversas nesse cenário como uma imposição que comprometeria a soberania do país.

Segundo Qassem, aceitar exigências relacionadas ao desarmamento do grupo diante de operações militares em curso significaria enfraquecer o Líbano. Ele afirmou que “negociar com o inimigo israelense sob fogo constitui rendição forçada e a privação de todas as capacidades do Líbano; negociações com um inimigo que ocupa terras e ataca diariamente são totalmente inaceitáveis”. O líder também indicou que os combatentes do Hezbollah continuarão atuando sem restrições caso haja intensificação do conflito.

Israel avança no Líbano contra o Hezbollah

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o Exército irá ampliar a chamada “zona-tampão” no sul do Líbano. Em publicação na rede social X, ele disse que a medida busca conter ameaças, especialmente relacionadas a “mísseis antitanque”.

A movimentação ocorre após declarações do ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que indicou a intenção de controlar uma faixa de aproximadamente 30 quilômetros até o rio Litani. De acordo com ele, a estratégia inclui a criação de uma área de segurança após a destruição de pontes utilizadas pelo Hezbollah.

Katz afirmou que as estruturas sobre o rio foram usadas para transporte de combatentes e armamentos e declarou que as forças israelenses irão monitorar as rotas restantes. O ministro também disse que moradores que deixaram o sul do Líbano não devem retornar até que haja garantia de segurança para populações no norte de Israel.

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