Líder do Hezbollah rejeita negociação em meio a ofensiva israelense
Grupo rejeita acordo enquanto premiê israelense fala em ampliar “zona-tampão” no sul do Líbano
A escalada no sul do Líbano segue sem previsão de cessar-fogo, nesta quarta-feira (25), o líder do Hezbollah, Naim Qassem, descartou qualquer possibilidade de negociação com Israel enquanto o território libanês estiver sob ataque. Em declaração pública, ele classificou eventuais conversas nesse cenário como uma imposição que comprometeria a soberania do país.
Segundo Qassem, aceitar exigências relacionadas ao desarmamento do grupo diante de operações militares em curso significaria enfraquecer o Líbano. Ele afirmou que “negociar com o inimigo israelense sob fogo constitui rendição forçada e a privação de todas as capacidades do Líbano; negociações com um inimigo que ocupa terras e ataca diariamente são totalmente inaceitáveis”. O líder também indicou que os combatentes do Hezbollah continuarão atuando sem restrições caso haja intensificação do conflito.
Israel avança no Líbano contra o Hezbollah
Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o Exército irá ampliar a chamada “zona-tampão” no sul do Líbano. Em publicação na rede social X, ele disse que a medida busca conter ameaças, especialmente relacionadas a “mísseis antitanque”.
A movimentação ocorre após declarações do ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que indicou a intenção de controlar uma faixa de aproximadamente 30 quilômetros até o rio Litani. De acordo com ele, a estratégia inclui a criação de uma área de segurança após a destruição de pontes utilizadas pelo Hezbollah.
Katz afirmou que as estruturas sobre o rio foram usadas para transporte de combatentes e armamentos e declarou que as forças israelenses irão monitorar as rotas restantes. O ministro também disse que moradores que deixaram o sul do Líbano não devem retornar até que haja garantia de segurança para populações no norte de Israel.