quarta-feira, 1 de abril de 2026
COMÉRCIO

Japão e França ampliam coordenação para reabrir Estreito de Ormuz

Países concordaram em intensificar a coordenação pelo fim da guerra no Irã e pela reabertura da passagem

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 1 de abril de 2026
Estreito de Ormuz
Líderes se reúnem em Tóquio (Foto: Reprodução/ @EmmanuelMacron)

Japão e França decidiram intensificar a articulação internacional pelo fim da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã e defenderam a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de energia. O acordo foi anunciado nesta quarta-feira (1º), em Tóquio, após reunião entre a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e o presidente francês, Emmanuel Macron.

Após o encontro, Takaichi destacou a necessidade de cooperação diante do atual conflito. “Diante de um cenário internacional tão desafiador, acredito que seja de grande importância que os líderes do Japão e da França aprofundem seus laços pessoais e fortaleçam ainda mais nossa cooperação”, afirmou.

O conflito no Oriente Médio, que já está no segundo mês, pressiona os mercados globais de energia. Países dependentes da região enfrentam aumento nos custos, especialmente com a interrupção parcial do tráfego no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

estreito de ormuz
Líderes durante encontro no Japão (Foto: Reprodução/ @EmmanuelMacron)

 

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A possibilidade de manutenção do bloqueio levanta preocupações sobre escassez de combustíveis. O Japão, altamente dependente de importações energéticas, já recorre às reservas estratégicas para reduzir os impactos econômicos. Cerca de 90% do petróleo consumido pelo país vem do Oriente Médio.

Macron afirmou que compartilha da posição japonesa sobre a urgência de restabelecer a liberdade de navegação na região. A França tem conduzido negociações com diversos países para estruturar uma missão internacional que viabilize a reabertura do Estreito de Ormuz após o fim das hostilidades.

O governo japonês indicou que pode contribuir com o envio de varredores de minas para garantir a segurança da navegação, embora a atuação militar externa seja limitada pela constituição pacifista do país.

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