Homem é preso suspeito de envenenar comida que matou criança em Alto Horizonte
Investigação avançou após laudos periciais e levou ao cumprimento de mandado de prisão preventiva nesta quarta-feira
A Polícia Civil de Goiás cumpriu, nesta quarta-feira (1º), mandado de prisão preventiva contra o homem investigado pela morte de uma criança de 9 anos após ingestão de alimento envenenado, em Alto Horizonte, no norte do estado. Ele é suspeito de feminicídio triplamente qualificado contra a enteada e tentativa de homicídio triplamente qualificado contra o enteado, de 8 anos, que sobreviveu após atendimento médico.
A ação foi realizada pela Subdelegacia de Polícia de Alto Horizonte – 18ª DRP, com apoio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Uruaçu, do Núcleo de Inteligência e da Polícia Técnico-Científica.
A vítima morreu na sexta-feira (27), depois de passar mal em casa, junto com o irmão, após consumirem uma refeição preparada na residência da família. Os dois foram levados ao hospital municipal com sintomas como taquicardia e sudorese. A equipe médica acionou a Polícia Militar diante do quadro apresentado pelas crianças.
Perícia encontrou indícios no alimento
Durante as diligências no imóvel, peritos localizaram uma panela com arroz misturado a grânulos escuros, que apresentavam características compatíveis com substância tóxica. O material foi recolhido para análise.
De acordo com a Polícia Técnico-Científica, os laudos confirmaram que a causa da morte da criança foi intoxicação por envenenamento. No mesmo ambiente, quatro gatos da família também foram encontrados mortos. A perícia apontou que os animais morreram pelo mesmo motivo.
Em depoimento prestado no dia do ocorrido, o investigado afirmou ter sido o responsável pelo preparo do alimento consumido pelas vítimas. Ele declarou ainda que descartou as sobras da comida no lixo, onde possivelmente teriam sido ingeridas pelos animais.

Investigado optou por permanecer em silêncio
Com o avanço das análises periciais e a reunião de novos elementos no inquérito, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito, que foi autorizada pela Justiça.
Após a nova fase da investigação, o homem foi novamente ouvido, mas optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio, informando que só se manifestaria após conversar com o advogado.
Veja abaixo o momento da prisão:
As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime e verificar a possibilidade de participação de terceiros. Para isso, os policiais analisam aparelhos celulares apreendidos, colhem novos depoimentos e aguardam a conclusão de laudos periciais complementares.
O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano informou que o irmão da vítima recebeu atendimento médico e já teve alta. A mãe não precisou de internação.