Flávio se diz “Bolsonaro 2.0” e pede que Trump interfira em territórios brasileiros
No Texas, o senador prometeu ser um “parceiro confiável” para o presidente dos Estados Unidos, que comanda a Casa Branca até 2028
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se apresentou como o “Bolsonaro 2.0” e prometeu ser um “parceiro confiável” para Donald Trump durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no Estado do Texas, nos Estados Unidos.
Flávio também sugeriu entregar riquezas de terras raras pertencentes ao Brasil em troca do apoio do republicano. “O Brasil é a solução dos Estados Unidos para romper a dependência da China em relação a minerais críticos, especialmente terras-raras”, afirmou.
O senador descreveu o Brasil como uma peça importante a ser anexada ao tabuleiro de Trump. “O Brasil está se tornando o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será disputado”, sustentou.
O pré-candidato ao Planalto disse que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), estaria preso por “defender nossos valores conservadores” e repetiu chavões contra a “elite global” e a “agenda woke”.

Flávio busca convencer o governo americano a interferir na eleição brasileira a seu favor. “Apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, conclamou o senador.
Imposições de Trump
Desde que voltou ao poder, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem usado a diplomacia com o intuito de impor seus interesses à América Latina. A exemplo disso, há as ameaças de invasão ao Panamá, o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e interferências nas eleições de Honduras.

Agora endurece o bloqueio a Cuba ao deixar a ilha sem luz e combustível para tentar derrubar o regime castrista. Só neste ano, Flávio já foi aos EUA três vezes, embora ainda não tenha conseguido um encontro formal com Trump.
O senador deve voltar ao país norte-americano em maio para encontros com lobistas e banqueiros. O primogênito de Bolsonaro insinuou que a eleição só será “livre e justa” se o nome do PL vencer e acrescentou que o ex-presidente teria lutado contra a “tirania da Covid”. (Especial para O HOJE)