Mendonça diz que juiz deve ser recatado e fala sobre imparcialidade
Ministro do STF pediu integridade de magistrados diante de discussões sobre código de conduta da Corte
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na noite desta última segunda-feira (6) que o cargo de juiz demanda um grau de prudência maior. Além disso, o magistrado disse que não é possível privilegiar amigos nessa função.
A declaração foi feita durante homenagem recebida na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na capital paulista. Embora não tenha citado nenhum de seus colegas, Mendonça adotou tom parecido com o do presidente do Supremo, Edson Fachin, que tem defendido a criação de um código de conduta para os magistrados.

Relator do caso do Banco Master no STF, Mendonça tem dois colegas de Corte que têm sofrido desgastes por conexões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. São eles os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
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Suspeitas em torno de Moraes e Toffoli
Além de ambos terem voado em aviões de empresas ligadas a Vorcaro, o escritório da mulher de Moraes prestou serviços ao Master e Toffoli foi sócio de um fundo ligado ao operador do dono do Banco Master.
Ao longo do evento, o magistrado cumprimentou a presença do advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na semana passada. Mendonça tem sido um dos principais articuladores para a aprovação no Senado de Messias, que é evangélico, assim como o próprio magistrado.

“Imparcialidade é você olhar para as pessoas de modo igualitário, é considerar interesses envolvidos de forma equânime, é não privilegiar amigos, não perseguir inimigos. Esse é um compromisso que eu faço na casa do povo de São Paulo: buscar ser imparcial”, disse Mendonça durante a homenagem. (Especial para O HOJE)