Veja quais bairros estão em alta no mercado imobiliário de Goiânia
Com metro quadrado elevado em regiões tradicionais, setores vizinhos ganham força e atraem investidores na capital
O mercado imobiliário de Goiânia vive um momento de forte expansão, movimentando cerca de R$ 8 bilhões anuais. Enquanto o Setor Marista consolidou sua posição com o metro quadrado mais caro da cidade, atingindo R$ 13.326, uma nova dinâmica começa a redesenhar o mapa da valorização urbana.
Com os preços elevados em setores tradicionais, como o próprio Marista, o Setor Bueno (R$ 12.800/m²) e o Jardim Goiás (R$ 12.900/m²), a atenção de incorporadoras passa a se voltar para bairros vizinhos, com o objetivo de atender o consumidor médio.
Especialistas apontam cinco regiões como promessas para os próximos anos: Parque Amazônia, Pedro Ludovico, Serrinha, Jardim América e Nova Suíça. Embora alguns desses bairros já apresentem valorização, eles ainda são vistos como alternativas em desenvolvimento quando comparados ao chamado “eixo de ouro” da capital.
Oportunidade e localização estratégica
A ascensão dessas regiões está diretamente ligada à proximidade com áreas já consolidadas. Essa localização estratégica permite que os bairros absorvam a demanda de compradores que buscam infraestrutura e qualidade de vida, mas sem arcar com os preços mais altos do mercado.
Leia mais: Mercado imobiliário de Goiás cresce e aponta avanço da locação e novos investimentos
De acordo com o especialista Ronaldo Dantas, sócio-fundador da My Broker, os valores variam conforme o perfil dos empreendimentos.
“Existem opções de R$ 8 mil e, dependendo do projeto, já chega em R$ 11 mil o metro quadrado, em média”, afirma.
Mudança no Plano Diretor impulsiona verticalização
Além da localização, alterações no Plano Diretor contribuíram para a expansão imobiliária nessas regiões. Áreas que antes tinham perfil predominantemente horizontal passaram a permitir a construção de edifícios residenciais.
Segundo Ronaldo Dantas, a mudança transformou o perfil urbano desses bairros.
“Com a mudança do plano diretor da cidade, muitos lugares que não permitiam a verticalização passaram a ser permitidos, se tornando uma opção mais realista para quem deseja morar em uma localização estratégica”, explica.
A chegada de novos empreendimentos também gera impactos econômicos. O aumento da densidade populacional tende a atrair comércios, serviços e conveniências, elevando o valor das regiões.
“Isso vai levar mais moradores, consequentemente mais comércio e conveniência, gerando um ciclo de desejo da região”, complementa.
Janela de oportunidade para investidores
Para investidores, o momento atual é visto como estratégico. A expectativa é que, nos próximos anos, a diferença de preço entre esses bairros e os setores mais valorizados diminua, impulsionada pela valorização contínua — que chegou a dobrar o valor médio do metro quadrado em Goiânia entre 2021 e 2025.
Ronaldo Dantas define o cenário como uma oportunidade de entrada no mercado.
“Esse momento é o que conhecemos como janela de oportunidade: a percepção antecipada de que uma região está em ascensão, proporcionando valorização para quem adquire hoje”, afirma.
Com a previsão de queda nas taxas de juros em 2026, a tendência é de aumento na demanda por imóveis nessas regiões, consolidando os bairros como novos polos de valorização na capital.