terça-feira, 7 de abril de 2026
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Nova variante da Covid com 75 mutações se espalha por 23 países e chama atenção de cientistas

Batizada de “Cicada”, subvariante levanta alerta por possível escape imunológico, mas não indica maior gravidade

Bia Salespor Bia Sales em 7 de abril de 2026
Nova variante da Covid com 75 mutações se espalha por 23 países e chama atenção de cientistas
(Imagem: AdobeStock)

Uma nova subvariante da Covid-19 voltou a acender o alerta entre cientistas em diferentes partes do mundo. Conhecida como “Cicada”, a linhagem já foi identificada em pelo menos 23 países e chama atenção pelo alto número de mutações.

A variante, tecnicamente chamada de BA.3.2, apresenta cerca de 75 alterações genéticas na proteína spike, estrutura que o vírus utiliza para invadir as células humanas.

Esse volume de mutações é considerado elevado e pode favorecer o chamado “escape imunológico”, ou seja, a capacidade de infectar pessoas mesmo após vacinação ou contato prévio com o vírus.

O que mais preocupa os especialistas quanto à Covid

Apesar de não ser considerada mais letal, a nova subvariante preocupa por sua capacidade de circulação.

Segundo especialistas, o grande número de mutações pode dificultar o reconhecimento do vírus pelo sistema imunológico, o que facilita novas infecções.

Ainda assim, não há evidências de que a “Cicada” provoque quadros mais graves da doença ou aumento nas taxas de hospitalização e mortes.

Onde a variante já foi detectada

A BA.3.2 foi identificada inicialmente na África do Sul, ainda em 2024, e voltou a ganhar força entre o fim de 2025 e o início de 2026.

Hoje, já há registros em países como: Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, China e Austrália.

No Brasil, até o momento, não há confirmação oficial da presença da variante.

Sintomas seguem parecidos

Apesar das mutações, os sintomas continuam semelhantes aos das versões mais recentes da Ômicron, incluindo:

  • febre;
  • tosse;
  • dor de garganta;
  • coriza;
  • cansaço;
  • dor no corpo;

Ou seja, na maioria dos casos, o quadro ainda é considerado leve.

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Vacina continua sendo proteção

Especialistas reforçam que, mesmo com as mutações, as vacinas seguem sendo a principal forma de proteção, especialmente contra casos graves.

O surgimento da “Cicada” reforça que o vírus continua em evolução, o que exige monitoramento constante das autoridades de saúde.

Por enquanto, a nova variante é classificada como “em monitoramento”, ou seja, ainda não representa uma ameaça maior, mas está sendo acompanhada de perto por órgãos internacionais.

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