quarta-feira, 8 de abril de 2026
Decisão de risco

Escolha do vice de Daniel precisa ser feita sem gerar desgaste com o Entorno do DF

Lideranças da região avaliam positivamente opções cotadas para a vaga, mas defendem que o governador escolha um nome do Entorno por “questão estratégica”

Marina Moreirapor Marina Moreira em 8 de abril de 2026
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Prefeito de Luziânia defende que vice seja alguém com “condições de representar de fato a região” - Créditos: Benedito Braga e Jota Eurípedes

Gustavo Mendanha (PSD), José Mário Schreiner (PSD), Luiz Carlos do Carmo (PSD), Adriano da Rocha Lima (PSD) e Bruno Peixoto (UB), todos compõem a lista dos nomes mais cotados para ser o braço direito de Daniel Vilela (MDB) em uma eventual gestão do Executivo goiano a partir de 2027. 

Cabe destacar que, de todas as alternativas citadas, apenas uma não pertence ao PSD. Tal partido compõe a base de Daniel, que é governador do Estado, além de ser a legenda do ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado. 

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Governador de Goiás Daniel Vilela (MDB) e ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) – Créditos: Jota Eurípedes

O nome de Mendanha recebeu mais holofotes nos últimos dias, mas interlocutores afirmam que o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia tem sido cogitado desde o início das discussões em torno de uma alternativa para concorrer na chapa de Daniel para pelo comando do Palácio das Esmeraldas. 

De acordo com a atual conjuntura política que envolve as lideranças cotadas, surge um obstáculo relativo à ausência de uma opção que seja do Entorno do Distrito Federal para compor a lista das alternativas viáveis para o cargo de vice de Daniel. 

A região é considerada um eleitorado estratégico para aqueles que buscam concorrer às eleições por conter o segundo maior colégio eleitoral do Estado. Lideranças políticas do Entorno defendem a escolha de alguém da região, o que pode agregar um maior quantitativo de votos para a chapa de Daniel. 

Isso também é visto como uma forma de honrar o eleitorado do Entorno que, de acordo com políticos aliados do governo, foi o eleitorado responsável por decidir a reeleição de Ronaldo Caiado e Daniel em 2022 para a chefia do Executivo estadual goiano. 

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Ronaldo Caiado e Daniel Vilela durante agendas no Entorno do Distrito Federal – Créditos: Benedito Braga e Jota Eurípedes

“O nome escolhido para a vaga de vice de Daniel deve ser alguém do Entorno, que tenha condições de representar de fato a nossa região. Isso pode somar votos para a chapa. Nossa região do Entorno garantiu a reeleição de Caiado em primeiro turno na última eleição para o Governo do Estado”, ressaltou o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (UB), em entrevista ao O HOJE. 

Acesse também: Daniel segue nas mudanças de pastas e cogita proximidade com o Novo em Goiás

Estratégia eleitoral

O gestor não desconsidera os nomes mais comentados para a vaga de vice do emedebista e diz admirá-los, mas não vê um porquê de não escolherem uma liderança do Entorno por questões estratégicas. “Não desmereço nenhum dos nomes citados, pelo contrário. São grandes nomes. Só que, por questão de estratégia, há nomes de outras regiões que já são representadas por Daniel. Então eu penso que deve ter alguém na chapa que traga representatividade para o Entorno”, reforça Sorgatto. 

O prefeito destaca uma fala de Daniel que sinaliza a possibilidade da escolha do vice ser anunciada perto das convenções partidárias e realça o ponto de vista da escolha de um representante de sua região. 

“Foi o Entorno que garantiu que Caiado ganhasse no primeiro turno no ano em que foi reeleito. Esse ano tem tudo para ser da mesma forma. Eu sempre defendi e sempre continuarei defendendo que seja escolhido um nome daqui”, afirma o prefeito de Luziânia. 

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Daniel e Caiado ao lado do prefeito Diego Sorgatto durante passagem por Luziânia, segundo maior colégio eleitoral do Entorno do DF – Créditos: Benedito Braga e Jota Eurípedes

Opções mais viáveis

O mestre em História e especialista em Políticas Públicas Tiago Zancopé analisa as alternativas com maior viabilidade eleitoral para compor chapa com o governador. “Vai acabar afunilando entre o Gustavo Mendanha e o José Mário [presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg)]. São os nomes que vão ter sustentabilidade até o início da campanha eleitoral”, avalia. 

Zancopé salienta que Luiz Carlos do Carmo, ligado ao eleitorado evangélico, é o que possui menor desempenho frente às opções mais requisitadas para o cargo. “Luiz Carlos do Carmo é o que tem menos capilaridade eleitoral. A base de fiéis pode ser grande, mas isso não quer dizer que o título de eleitor do fiel corresponde à prática religiosa do mesmo”, pontua o especialista. (Especial para O HOJE) 

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