quarta-feira, 8 de abril de 2026
"Não vamos deixar"

Lula critica Caiado e Flávio Bolsonaro por exploração de terras raras junto aos EUA

Presidente afirmou que “essa gente quer vender o Brasil”

Thiago Borgespor Thiago Borges em 8 de abril de 2026
Lula discursando
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelos acordos e promessas de exploração de terras raras junto aos Estados Unidos (EUA).

O presidente fez referência ao acordo fechado pelo ex-governador goiano que garante o acesso dos EUA às terras raras produzidas pela mineradora Serra Verde, em Minaçu, no norte do Estado. 

“É uma vergonha o que o Caiado fez em Goiás. Fez um acordo com empresas americanas, concedendo algo que não pode, porque é da União”, disse Lula em entrevista ao ICL Notícias, na manhã desta quarta-feira (8). 

Além disso, o chefe do Executivo afirmou que o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “quer vender para os Estados Unidos algo que é muito importante para o Brasil”. 

Ao criticar o posicionamento dos pré-candidatos à Presidência da República, Lula afirmou que a exploração de terras raras precisa ser encarada como uma questão de soberania nacional. O petista ressaltou a importância dos minerais para produção de tecnologia de ponta. 

Leia mais: Ato de Gayer com lideranças nacionais servirá como termômetro do PL em Goiás

“As terras raras têm componentes químicos que permitem criar baterias de carros elétricos, chips de celular. Tudo que é digital hoje depende delas. O Brasil só tem 30% do território pesquisado e, mesmo assim, já somos o segundo maior país do mundo em terras raras. Os países desenvolvidos querem isso”, destacou o presidente. 

Lula ainda disse que “essa gente” quer vender o País. “Depois de levarem nosso ouro, nossa prata, nosso diamante, nossa floresta, o que mais querem?”. 

Segundo o chefe do Executivo, existem brasileiros com “com complexo de vira-lata que vão aos Estados Unidos pedir para o Trump invadir o país”, em referência ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. “Nós vamos deixar? Não. Isso vai fazer parte da luta política”, completou. 

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