Grupo de Policarpo mira sucessão na presidência da Câmara
Parlamentares que irão participar do projeto eleitoral do presidente do Legislativo goianiense também estão na disputa pela chefia da Casa de Leis
O presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Cidadania), consolidou o grupo de vereadores que irá apoiá-lo em seu projeto eleitoral que visa uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Entretanto, o apoio dos parlamentares ao chefe do Legislativo municipal tem como pano de fundo a corrida pela sucessão na Presidência da Mesa Diretora da Casa.
Pré-candidato a deputado estadual, Policarpo deve ter o apoio de ao menos sete vereadores. Thialu Guiotti (Avante), Ronilson Reis (Solidariedade), Tião Peixoto (PSDB), Geverson Abel (Republicanos), Léo José (Solidariedade), Henrique Alves (MDB) e Anselmo Pereira (MDB) pretendem atuar na campanha de Romário. Existe a expectativa de que um dos parlamentares seja o coordenador da campanha do presidente da Câmara.
Entre os parlamentares que irão apoiar Policarpo, três estão entre os principais cotados para disputar a Presidência da Câmara: Thialu, Henrique e Ronilson. Geverson também já demonstrou interesse em disputar a presidência do Legislativo da Capital.
A corrida interna dentro do grupo de Romário acontece em razão da crença de que, para suceder o parlamentar na Presidência da Câmara, é necessário ter seu apoio. Há oito anos no comando do Parlamento goianiense, Policarpo trabalha para manter influência no Legislativo goianiense, mesmo que seja eleito deputado estadual. Em 2023 e 2025, Romário foi reeleito de forma unânime pelos pares.
O vácuo de poder com o fim do mandato de Policarpo na presidência, ao final do ano, já movimenta os bastidores da Casa. Os que pretendem disputar a chefia do Parlamento trabalham para se viabilizarem. Isso porque a avaliação nos bastidores é de que o próximo presidente da Câmara precisará de tempo e habilidade política para chegar ao status de articulação de Romário dentro do parlamento.
Nenhum dos cotados será candidato nas eleições deste ano, o que amplia a margem para articulação dentro do Parlamento. Guiotti chegou a cogitar uma disputa para deputado federal, mas é provável que permaneça apenas como o principal articulador do Avante em Goiás, partido que preside no Estado.
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Saída do Avante
Inclusive, Thialu esteve presente nas negociações finais que levaram à saída de Policarpo da base governista. Insatisfeito com a falta de espaço entre os partidos aliados ao governador Daniel Vilela (MDB), Romário filiou-se ao Cidadania e aderiu ao grupo político do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas.
A falta de auxílio do grupo palaciano ao Avante na montagem das chapas e para contornar a situação de Policarpo, que estava filiado à legenda antes de ir ao Cidadania, desagradou Thialu. O parlamentar, inclusive, não garante que a sigla irá caminhar com Vilela na disputa pelo Governo do Estado em outubro.
A saída de Romário da base, inclusive, não deve afetar o apoio dos vereadores ao seu projeto, mesmo que alguns parlamentares estejam alinhados politicamente ao grupo de Daniel. Isso porque a avaliação interna dos aliados é de que o chefe do parlamento goianiense aderiu ao grupo de Marconi por necessidade, ao ficar sem espaço na base governista.