Preço do diesel recua pela primeira vez após início de conflito no Oriente Médio, aponta ANP
Levantamento semanal mostra queda também na gasolina e no etanol, enquanto governo anuncia medidas para conter impactos da alta do diesel
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registrou a primeira queda no preço médio do diesel comum desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em 28 de fevereiro. O recuo, ainda que discreto, é visto como um possível sinal de estabilização após semanas de pressão provocada pelo cenário internacional.
De acordo com levantamento semanal realizado pela agência entre domingo (5) e este sábado (11), o valor médio do litro do diesel passou de R$ 7,45 para R$ 7,43, representando uma redução de R$ 0,02. Embora a queda seja pequena, ela interrompe uma sequência de aumentos registrada desde o agravamento das tensões no Oriente Médio, que impactaram diretamente o mercado global de combustíveis.
A gasolina comum também apresentou leve recuo no mesmo período, sendo comercializada a R$ 6,77, frente aos R$ 6,78 registrados na semana anterior. Já o etanol seguiu a mesma tendência de baixa, com redução de R$ 0,01, passando de R$ 4,70 para R$ 4,69 por litro. Os dados reforçam um movimento tímido de desaceleração nos preços, ainda que os valores permaneçam elevados para o consumidor final.
Medidas para conter impactos
Na segunda-feira (6), o governo federal anunciou um pacote de medidas com o objetivo de conter os impactos da alta dos combustíveis, intensificada pelo cenário internacional. A iniciativa busca reduzir custos tanto para consumidores quanto para setores econômicos mais dependentes do diesel, como transporte e logística.
Entre as principais ações está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão igual dos custos entre a União e os estados. A medida pretende aliviar o preço do combustível importado e ampliar a oferta no mercado interno.
Além disso, foi anunciada uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, estratégia que visa fortalecer a produção nacional e reduzir a dependência de importações em um momento de instabilidade global. A expectativa do governo é que, com essas medidas, seja possível conter novas altas e promover maior previsibilidade nos preços nas próximas semanas.
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