Emagrecimento acelerado pode afetar até a região íntima feminina
Perda rápida de peso compromete a elasticidade da pele e pode gerar impactos estéticos, funcionais e na autoestima, inclusive em áreas pouco discutidas
O desejo por resultados rápidos na balança, impulsionado por dietas restritivas e pelo uso crescente de medicamentos para emagrecimento, tem levado cada vez mais pessoas a perder peso em curto prazo. Apesar dos benefícios aparentes, especialistas alertam para um efeito colateral importante: a flacidez da pele, que pode atingir inclusive a região íntima feminina.
De acordo com a cirurgiã íntima Dra. Renata Magalhães, o problema está diretamente ligado à velocidade da perda de gordura corporal. Quando o emagrecimento ocorre de forma acelerada, a pele não consegue acompanhar a nova estrutura do corpo.
“A pele precisa de tempo para se adaptar. Quando a perda de peso é muito rápida, há uma quebra na sustentação do colágeno e da elastina, o que favorece a flacidez em diversas regiões do corpo”, explica.
Embora áreas como abdômen, braços e coxas sejam as mais lembradas, a especialista destaca que a região íntima também pode ser impactada — tema que ainda é pouco abordado.
“A flacidez pode atingir os grandes lábios e o monte pubiano, causando não só um desconforto estético, mas também funcional. Muitas pacientes relatam incômodo ao usar roupas mais justas, praticar exercícios e até durante a relação sexual”, afirma.
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Segundo a médica, o emagrecimento saudável deve ser gradual e acompanhado por profissionais, justamente para minimizar esse tipo de efeito. “Existe uma velocidade mais segura de perda de peso. Processos muito agressivos tendem a trazer consequências, e a flacidez é uma das principais”, alerta.
Além do impacto físico, o problema pode afetar diretamente a autoestima e a relação da mulher com o próprio corpo. “Muitas pacientes chegam ao consultório felizes por terem emagrecido, mas frustradas com a flacidez. Isso mostra como o cuidado com o corpo precisa ser integral”, pontua.
A boa notícia, segundo a especialista, é que existem alternativas para prevenir e tratar o problema. Entre elas estão cuidados com alimentação, hidratação, estímulo de colágeno e, em alguns casos, procedimentos médicos.
“Hoje temos desde tecnologias não invasivas até cirurgias íntimas que ajudam a devolver firmeza e conforto para a paciente. O mais importante é avaliar cada caso de forma individualizada”, explica.
Por fim, a médica reforça a importância de informação e acompanhamento profissional durante o processo de emagrecimento. “Não é só perder peso. É preciso cuidar de como o corpo vai responder a essa mudança”, conclui.