segunda-feira, 20 de abril de 2026
caso Henry Borel

Monique Medeiros se entrega à polícia após STF restabelecer prisão

Decisão do Supremo Tribunal Federal atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República; ré é acusada de participação na morte do filho, em 2021

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 20 de abril de 2026
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Monique Medeiros se entrega à polícia após STF restabelecer prisão. Foto: Reprodução/ Aline Massuca/ Metrópoles

Após ter a prisão preventiva restabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, se apresentou à Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira (20/4). Ela compareceu à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na Zona Oeste da capital.

Monique é ré no processo que investiga a morte do filho, ocorrida em 2021, quando a criança tinha apenas 4 anos. Na última sexta-feira (17/4), o ministro Gilmar Mendes determinou a retomada da prisão preventiva da acusada, atendendo a um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A manifestação da PGR foi anexada a um pedido protocolado pela defesa de Leniel Borel, pai do menino, que questiona a decisão anterior que havia concedido liberdade à Monique. Ela estava solta desde março, após o adiamento do julgamento para o dia 25 de maio, motivado pela saída da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, padrasto da criança, durante sessão.

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Monique Medeiros se entrega à polícia após STF restabelecer prisão. Foto: Reprodução/ Aline Massuca/ Metrópoles

Monique Medeiros se entrega à polícia

Em declaração, Leniel afirmou que a nova decisão do STF é fundamental para garantir a integridade do processo e a segurança das testemunhas. Segundo ele, há tentativas de prejudicar o andamento da Justiça. “O que está em jogo não é apenas a memória do meu filho, mas o respeito à Justiça e à sociedade. Sigo lutando como pai, como vítima e como assistente de acusação”, disse.

O caso remonta a 8 de março de 2021, quando Henry morreu no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. À época, os dois alegaram que o menino teria sofrido um acidente doméstico. No entanto, exames realizados pelo Instituto Médico-Legal apontaram múltiplas lesões pelo corpo da criança, incluindo hemorragia interna e laceração no fígado, o que contrariou a versão apresentada pelos acusados.

A investigação concluiu que houve violência, e o caso segue em tramitação na Justiça. Os réus continuam negando participação no crime.

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