segunda-feira, 20 de abril de 2026
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‘Taxação do Pix é ideia do Bolsonaro’, afirma Haddad

Ex-ministro da Fazenda ainda frisou que liquidação do Banco Master é mérito do presidente Lula (PT)

Thiago Borgespor Thiago Borges em 20 de abril de 2026
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou no último domingo (19) que a ideia de taxar o Pix foi do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

“A taxação do Pix é ideia do Bolsonaro. A liquidação do Master é mérito do Lula. Boa noite”, publicou Haddad em sua conta no X (antigo Twitter).

Em março de 2025, Bolsonaro disse que o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou taxar o Pix ao criar um imposto sobre a cerveja. “Lá atrás, a equipe do Paulo Guedes queria taxar a cerveja, mas eu não deixei. Teve gente da equipe dele que falou que era uma taxa pequenininha”, afirmou o ex-presidente na época, em entrevista ao podcast Inteligência Limitada. 

Entretanto, os rumores sobre uma taxação do Pix ganhou força em 2024. O caso ganhou repercussão após a Receita Federal criar uma instrução normativa para que o órgão fosse informado sobre transações via Pix, TED ou débito acima de R$ 5 mil. Segundo o governo federal, a norma visava evitar crimes como sonegação e lavagem de dinheiro. 

Leia mais: Senador denuncia ameaças de ministros e articulação contra relatório da CPI

Porém, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) insinuou que o governo poderia taxar o Pix, em um vídeo que viralizou nas redes sociais. “O governo Lula vai monitorar seus gastos. E o Pix não será taxado, mas é sempre bom lembrar… A comprinha da China não seria taxada, mas foi. Não ia ter sigilo, mas teve. O Pix não será taxado, mas não duvido que possa sim”, afirmou. 

Com a repercussão negativa causada pelo vídeo, o governo revogou a instrução normativa. 

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