Caiado descarta retaliação aos EUA por tarifaço de Trump
Candidato do PSD defende negociação diplomática para reduzir tarifas, rejeita usar o Pix nas tratativas e propõe discutir a sustentabilidade da Previdência
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (7) que não pretende adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos caso o presidente Donald Trump mantenha as tarifas sobre produtos brasileiros. Durante sabatina à GloboNews, o ex-governador de Goiás avaliou que uma resposta comercial poderia prejudicar ainda mais as exportações nacionais e comprometer investimentos norte-americanos no Brasil.
Embora tenha classificado o tarifaço como prejudicial, principalmente para o agronegócio, Caiado defendeu a abertura de um canal de diálogo direto com Trump para buscar uma solução negociada. Segundo o presidenciável, o Itamaraty deve atuar de forma técnica e profissional, sem viés ideológico, e conduzir tratativas de alto nível com o governo norte-americano para proteger os interesses brasileiros.
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Ao comentar possíveis temas de negociação, Caiado descartou incluir o Pix nas discussões, afirmando que o sistema de pagamentos representa um patrimônio tecnológico do Brasil. Em contrapartida, citou as reservas brasileiras de terras raras e de nióbio como ativos estratégicos que poderiam fortalecer o poder de negociação do país. O candidato também afirmou que manteria uma relação pragmática com a China, reconhecendo a importância dos investimentos chineses na economia brasileira.
Durante a entrevista, o candidato do PSD ainda abordou a situação da Previdência Social e defendeu um debate sobre a sustentabilidade do sistema diante do envelhecimento da população. Para Caiado, o tema deverá fazer parte das prioridades de um eventual governo, considerando o crescimento das despesas previdenciárias e os desafios fiscais previstos para os próximos anos.
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