Caiado critica Lula e Flávio Bolsonaro durante sabatina e questiona capacidade de governabilidade
Candidato do PSD afirmou que adversários estão associados a grupos distintos na crise envolvendo o STF e fez críticas a ambos
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante sabatina da Novabrasil. Ao comentar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidenciável afirmou que os dois adversários não teriam, segundo sua avaliação, condições de conduzir o país diante do atual cenário institucional. As declarações foram feitas durante entrevista nesta quinta-feira (17/9).
Caiado afirmou que Lula e Flávio estariam ligados a grupos distintos dentro da atual disputa em torno do Supremo. Na avaliação do candidato, nenhum dos dois teria capacidade de reunir Congresso Nacional, STF, Procuradoria-Geral da República (PGR) e Tribunal de Contas da União (TCU) em torno de uma direção comum para o país. A afirmação foi apresentada por Caiado como uma crítica à capacidade de articulação institucional dos adversários.
“Eles não tem condição de poder dar rumo ao País, eles não têm como chamar o Congresso, chamar o Supremo, chamar a Procuradoria-Geral da República, o Tribunal de Contas e dizer: olha, o rumo é esse”, afirmou Caiado. “Um envolvido em escândalos que tem trinta anos, desde que eu denunciei da Lubeca em 1989. Então ele é useiro e vezeiro na corrupção. O outro (Flávio) é agora investigado pelo Supremo”, relatou.
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Ao falar sobre Lula, o candidato do PSD fez referências a episódios de corrupção e citou uma denúncia relacionada à empresa Lubeca, que, segundo ele, remonta a 1989. Em relação a Flávio Bolsonaro, Caiado mencionou as investigações envolvendo o senador e voltou a utilizar o apelido “Kinder Ovo”, expressão que já havia empregado anteriormente para se referir ao adversário.
Caiado também associou Flávio a suspeitas relacionadas ao chamado esquema de “rachadinha” e questionou a capacidade do senador de disputar a Presidência diante dessas acusações. As declarações ocorrem em meio à crise envolvendo o STF e às discussões sobre o caso Banco Master, que passaram a ocupar espaço relevante no debate eleitoral. Outros candidatos também têm usado o episódio para cobrar investigações e mudanças na relação entre as instituições.
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