“Lamento a declaração de um presidente da República que quer quebrar o BRB”, diz Celina
Governadora reage às críticas de Lula durante comício em Ceilândia e acusa presidente de agir de forma partidária ao se opor a aval para empréstimo do banco
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a crise do Banco de Brasília (BRB) e acusou o chefe do Executivo federal de tratar o tema de forma partidária. Em publicação nas redes sociais, Celina criticou a negativa de apoio da União à operação de crédito defendida pelo Governo do DF para reforçar o caixa da instituição.
“Lamento a declaração de um presidente da República que quer quebrar o BRB. Eu pensei que ele fosse presidente do Brasil. Pensei também que os brasilienses fossem brasileiros. Pensei que o DF fizesse parte da República Federativa do Brasil, mas, para ele, não. Age como presidente de um partido”, afirmou.
A manifestação ocorreu após Lula participar de um comício em Ceilândia, onde responsabilizou o ex-governador Ibaneis Rocha e o banqueiro Daniel Vorcaro pelos prejuízos relacionados às operações entre o BRB e o Banco Master. O presidente também afirmou que o governo federal não pretende destinar recursos para socorrer o banco.
“Ele ajuda, pela segunda vez, os Correios, mas se recusa a dar um aval para um empréstimo ao GDF. Ele pensa pequeno e partidariamente e eu esperava que ele agisse como presidente da República e não como cabo eleitoral de um candidato que nada fez pelo BRB”, acrescentou Celina.
A governadora afirmou ainda que o banco não deve ser transformado em instrumento de disputa política durante o período eleitoral. “O banco pertence à população do DF e não pode servir de disputa partidária”, declarou.
Disputa pelo empréstimo
O embate ocorre em meio à tentativa do GDF de viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com aval ou garantias discutidas com a União. A operação é tratada pelo governo local como uma alternativa para reforçar a estrutura financeira do BRB diante das perdas associadas à compra de ativos do Banco Master.
O processo está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou manifestações da União, do Banco Central e do FGC sobre os entraves à operação. O governo federal, por sua vez, sustenta que não deve utilizar recursos públicos para cobrir prejuízos decorrentes das operações realizadas pelo banco.
Na publicação, Celina também destacou a dimensão da instituição para a economia e para a prestação de serviços no Distrito Federal.
“O BRB tem seis mil empregados, gera empregos, responde por programas sociais e mesmo assim ele e o PT querem destruí-lo. Não conseguirão!”, afirmou.
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