quarta-feira, 29 de abril de 2026
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Cobra de quase 5 metros mantida sem licença em Goiás é apreendida pela Polícia Civil

Cobra exótica da espécie Python molurus já havia fugido e sido encontrada no Rio Araguaia; animal deve ir para zoológico

Nívia Menegatpor Nívia Menegat em 29 de abril de 2026
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Píton de quase 5 metros é apreendida em Anápolis após tutor não apresentar licença. Foto: Divulgação Polícia Civil Goiás

Uma cobra de quase cinco metros foi apreendida pela Polícia Civil em Goiás após o responsável pelo animal não apresentar qualquer licença para criação. O caso aconteceu em Anápolis e envolve uma píton-amarela da espécie Python molurus, considerada exótica no Brasil.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o próprio tutor entregou a serpente às autoridades na segunda-feira (27), depois de ser questionado sobre a documentação. Ele não possuía autorização nem comprovante de origem emitido pelo IBAMA, exigência obrigatória para manter animais silvestres ou exóticos em cativeiro.

Durante o depoimento, o homem afirmou que recebeu a cobra de uma vizinha há cerca de sete anos e disse não saber mais o paradeiro dela.

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Píton de quase 5 metros é apreendida em Anápolis após tutor não apresentar licença. Foto: Divulgação Polícia Civil Goiás

Píton de quase 5 metros é apreendida

O caso chamou ainda mais atenção porque o animal já havia fugido dias antes. A píton foi encontrada às margens do Rio Araguaia, na região de Aruanã, a cerca de 330 quilômetros de onde era mantida. Na ocasião, a serpente foi capturada e devolvida ao tutor.

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Com a confirmação da irregularidade, o animal foi apreendido e encaminhado aos órgãos competentes. A tendência é que seja destinado a um zoológico.

Segundo a Polícia Civil, por não fazer parte da fauna brasileira, a espécie pode causar desequilíbrios ambientais caso seja solta ou escape novamente, afetando animais nativos.

Apesar do tamanho impressionante, cerca de 4,8 metros, a píton não é venenosa. Ela mata suas presas por constrição, envolvendo o corpo e comprimindo até impedir a respiração. Ainda assim, representa risco, especialmente quando mantida sem estrutura adequada, o que reforça a necessidade de controle rigoroso por parte dos órgãos ambientais.

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