sexta-feira, 1 de maio de 2026
FORAGIDOS DA JUSTIÇA

Rapper Oruam, mãe e irmão são procurados pela polícia

Polícia Civil do RJ mira esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico; mais de 300 já foram presos

Bia Salespor Bia Sales em 29 de abril de 2026
Rapper Oruam, mãe e irmão são procurados pela polícia
(Imagem: Reprodução)

O rapper Oruam, a mãe dele, Márcia Nepomuceno, e o irmão Lucas estão na mira da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga o braço financeiro do Comando Vermelho. Até o momento, os três são considerados foragidos.

Nessta quarta-feira (29), a Polícia Civil deflagrou mais uma fase da Operação Contenção. O objetivo é desarticular o esquema responsável por movimentar e esconder dinheiro vindo do tráfico de drogas.

Segundo as investigações, o grupo utilizava uma estrutura organizada para fazer o dinheiro ilícito circular no sistema financeiro formal. De acordo com a Polícia Civil, os valores eram fragmentados em contas de terceiros, usados para pagamento de despesas, compra de bens e ocultação patrimonial.

O pai de Oruam, Marcinho VP, também foi alvo de mandado de prisão, mas já está detido desde 1996.

Como funcionava o esquema

As apurações, que duraram cerca de um ano, indicam que lideranças da facção repassavam recursos do tráfico para operadores financeiros. Esses intermediários ficavam responsáveis por “pulverizar” o dinheiro, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

A polícia afirma que identificou movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, o que reforça a suspeita de origem ilegal dos valores.

Durante a operação, foi preso um dos principais suspeitos de atuar como operador financeiro do esquema: Carlos Alexandre Martins da Silva.

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Balanço da operação

A Operação Contenção já apresenta números expressivos. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, mais de 300 pessoas foram presas desde o início das ações. Além disso, 136 suspeitos morreram em confrontos, e cerca de 470 armas foram apreendidas — incluindo 190 fuzis e mais de 51 mil munições.

A corporação afirma que a ofensiva tem como foco enfraquecer a estrutura financeira, logística e operacional da principal facção criminosa do estado.

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