Botão do pânico ajuda a prender agressores e amplia rede de proteção a mulheres em Goiânia
Crescimento nos atendimentos, nas medidas protetivas e nas ações emergenciais mostra como a rede de apoio tem sido acionada por mulheres em situação de risco na capital
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Goiânia registrou 12 acionamentos do botão do pânico no último trimestre entre mulheres acompanhadas pelo Programa Patrulha Mulher + Segura. As ocorrências resultaram na prisão em flagrante de três agressores, enquanto em oito casos os suspeitos fugiram antes da chegada das equipes. Em outra situação, houve intervenção para retirada do autor da residência. Entre os chamados, um caso chamou atenção quando uma mulher usou o dispositivo ao presenciar o vizinho agredindo a própria esposa.
Atualmente, 1.002 botões do pânico estão ativos na capital, integrados ao aplicativo Gyn 24h, enquanto 1.829 mulheres recebem acompanhamento do programa. O recurso é direcionado a mulheres em situação de violência doméstica que possuem acesso à rede de proteção e podem acionar ajuda imediata ao se sentirem ameaçadas.
Prisões e medidas protetivas aumentam
Dados do primeiro trimestre de 2026 mostram que a Patrulha Mulher + Segura realizou cinco prisões em flagrante por crimes como agressão física, violência sexual, assédio, estupro, violência psicológica, moral e atos obscenos. No mesmo período, as equipes também atenderam outros 12 chamados, número 9,09% maior em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
Além disso, o descumprimento de 20 medidas protetivas gerou novas ocorrências, com três prisões em flagrante. Segundo a coordenadora do programa, comandante Luíza Pereira Sol, “a intervenção rápida nesses casos é o que garante a integridade da mulher. Em muitos casos, a vida”.
O volume de medidas protetivas recebidas também cresceu. Foram 348 novos casos acompanhados, alta de 21,68% em relação ao ano passado, ampliando o número de mulheres monitoradas pelas equipes da GCM.
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Visitas presenciais e acompanhamento remoto avançam
No último trimestre, a Patrulha realizou 393 visitas presenciais, crescimento de 93,60% em relação ao mesmo período anterior. Durante essas visitas, as equipes orientam as mulheres sobre segurança, direitos e formas de denúncia, além de monitorar riscos dentro do ambiente doméstico.
O atendimento remoto também avançou, com 719 mulheres acompanhadas por WhatsApp. Somando atendimentos presenciais e virtuais, foram 1.112 acompanhamentos, com foco nos casos considerados mais graves.
As ações preventivas também cresceram. A GCM promoveu 14 palestras sobre violência contra a mulher, canais de denúncia e funcionamento da rede de proteção, aumento de 55,56% em relação ao ano anterior. Ao todo, 1.260 pessoas participaram das atividades. “As palestras explicam os tipos de violência existentes contra a mulher, como denunciar e sobre o programa e a ação da GCM”, afirmou Luíza Pereira Sol.
Na área social, o programa distribuiu 92 cestas básicas, kits de alimentação e higiene para mulheres assistidas, número 39,39% maior que o registrado anteriormente.
Mulheres em situação de violência doméstica podem acionar a Patrulha Mulher + Segura pelo telefone 153. Quem já integra o programa também pode usar o botão emergencial disponível no aplicativo Gyn 24h.