terça-feira, 5 de maio de 2026
Saúde Pública

Goiás lança licitação para compra de mil bicicletas elétricas voltadas à saúde pública

Com investimento estimado em R$ 5,1 milhões, iniciativa pretende ampliar visitas domiciliares e facilitar o acompanhamento de pacientes em municípios goianos

Renata Ferrazpor Renata Ferraz em 4 de maio de 2026
bicicletas
Iron Braz_SES-GO

O Governo de Goiás abriu um processo licitatório para a compra de mil bicicletas elétricas, com investimento estimado em R$ 5,1 milhões. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), busca ampliar a mobilidade das equipes da Atenção Primária e melhorar o acesso aos serviços de saúde, principalmente em regiões vulneráveis e áreas de difícil deslocamento.

O edital, publicado por meio de pregão eletrônico, prevê a aquisição dos equipamentos pelo sistema de registro de preços, modelo que permite ao Estado contratar os itens conforme a demanda. A proposta representa mais um passo na estratégia estadual de fortalecimento da saúde pública, sobretudo no atendimento territorial feito pelas equipes da Estratégia de Saúde da Família.

De acordo com a SES, as bicicletas serão destinadas principalmente aos Agentes Comunitários de Saúde, profissionais que atuam diretamente no acompanhamento da população, realizando visitas domiciliares, cadastramento e monitoramento contínuo de pacientes. A expectativa é que a nova estrutura permita maior agilidade nos deslocamentos e melhore a frequência das visitas, especialmente em locais onde a locomoção ainda é um desafio.

Estado aposta em solução sustentável e de baixo custo

Segundo a secretaria, a distribuição das bicicletas seguirá critérios técnicos e levará em consideração as necessidades de cada município, características territoriais e demandas assistenciais. Regiões com maior dificuldade de deslocamento devem ser priorizadas.

A pasta reforça que a medida está alinhada à Rede Nacional de Mobilidade para a Saúde (Renem), que busca ampliar alternativas de transporte adequadas à realidade local. Nesse cenário, as bicicletas elétricas surgem como uma opção econômica, sustentável e funcional, reduzindo custos operacionais e permitindo mais eficiência no atendimento.

Essa não é a primeira iniciativa nesse formato. Em 2025, o Estado entregou 550 bicicletas elétricas para municípios goianos, dentro de uma política de modernização da saúde. Agora, a nova licitação amplia o alcance do projeto e fortalece o modelo como ferramenta de apoio ao serviço público.

A SES destaca ainda que o investimento não substitui outras ações na saúde, mas se soma às estratégias já existentes. A manutenção e segurança dos equipamentos deverão ser definidas em parceria com os municípios, responsáveis pela gestão local da Atenção Primária.

Leia mais: Goiânia aplica mais de 1,3 mi de multas no trânsito, mas peca nas ações educativas

Goiânia ainda tenta colocar City Bike em circulação

Enquanto o governo estadual avança com a licitação, a Prefeitura de Goiânia ainda enfrenta dificuldades para implantar seu projeto de bicicletas elétricas compartilhadas. Anunciado oficialmente em maio de 2025 pelo prefeito Sandro Mabel, o programa City Bike tinha como proposta integrar o modal ao transporte coletivo, oferecendo bicicletas elétricas para deslocamentos entre terminais e residências.

A ideia previa o uso integrado com o Bilhete Único. O passageiro retiraria a bicicleta em terminais específicos, usaria o veículo por até 12 horas e faria a devolução no dia seguinte, sem custo extra além da tarifa já paga no transporte coletivo.

Na fase inicial, o projeto piloto começaria no Terminal Recanto do Bosque, com 150 bicicletas. As obras para instalação dos bicicletários e testes com QR Codes e aplicativos já haviam começado. No entanto, em julho de 2025, a prefeitura anunciou o adiamento da iniciativa sem estabelecer nova data.

Desde então, o serviço permanece sem funcionamento, frustrando moradores que viam no projeto uma alternativa para reduzir custos, melhorar deslocamentos e escapar do trânsito.

Em março de 2026, a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito informou que o projeto encontrou obstáculos no fornecimento das bicicletas. Segundo a pasta, o fornecedor inicial não conseguiu atender às exigências, o que obrigou a prefeitura a reavaliar o modelo e buscar novas opções no mercado, inclusive internacionais.

O Consórcio RedeMob confirmou os problemas e afirmou que a importação de equipamentos demanda prazos adicionais. Com isso, a nova previsão para o início da operação foi transferida para o segundo semestre de 2026.

Siga o Canal do Jornal O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do Jornal O Hoje.
Tags:
Veja também