Mulher decapitada em Goiânia era apontada como informante da polícia, diz delegado
Mandante do crime teria ordenado execução em áudio enviado a comparsas; quatro suspeitos foram presos nesta quinta-feira (14)
A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (14), quatro suspeitos de participação na execução de uma mulher encontrada decapitada e parcialmente carbonizada no Setor Real Conquista, na região sudoeste de Goiânia, em março de 2025.
Durante as investigações, os agentes descobriram que a vítima, identificada como Ana Cláudia, teria sido condenada à morte após ser apontada por traficantes como informante da polícia.
“Bebê da milícia” foi o termo usado pelo mandante do crime em um áudio enviado para comparsas, onde cobrava o assassinato, de forma cruel, da moradora do bairro. O suspeito apontado como mandante segue foragido.
Mulher decapitada
O corpo de Ana Cláudia foi encontrado na noite do dia 13 de março de 2025, em uma área de mata no cruzamento das ruas RC-55 e RV-5. Conforme a Polícia Civil, a vítima estava com a cabeça dependurada no pescoço e apresentava sinais de carbonização.

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Segundo as investigações, a execução foi registrada pelos próprios autores do crime, que acabaram presos na operação realizada nesta quinta-feira. Não foram divulgados os nomes.
Responsável pelo caso, o delegado Danilo Wendel, adjunto da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), afirmou que o homicídio seria o quarto registrado na mesma região em menos de dois meses.
“O companheiro da Ana Claudia mesmo havia sido morto um mês antes, também após ser apontado como informante. As outras duas mortes também estão, todas elas, relacionadas ao tráfico e uso de drogas”, descreveu.
A Polícia Civil informou que a divulgação das imagens dos presos ocorreu “em estrita observância à Lei n.º 13.869/2019 e à Portaria n.º 547/2021/DGPC, mediante despacho fundamentado da autoridade policial responsável, especialmente diante da possibilidade concreta de identificação de novas vítimas e da preservação do interesse público, resguardados os limites legais e as cautelas necessárias à continuidade das investigações”.